Brasil

Governo paulista revoga decisões sobre sigilo de dados

De acordo com o governo paulista, a Comissão Estadual de Acesso à Informação, ligada ao Arquivo Público do Estado, analisará o teor dos documentos


	Geraldo Alckmin: em sua justificativa, o governador afirmou que “dados e informações nos graus de sigilo reservado, secreto e ultrassecreto” deverão ser ratificados pela Comissão Estadual de Acesso à Informação
 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Geraldo Alckmin: em sua justificativa, o governador afirmou que “dados e informações nos graus de sigilo reservado, secreto e ultrassecreto” deverão ser ratificados pela Comissão Estadual de Acesso à Informação (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

DR

Da Redação

Publicado em 16 de outubro de 2015 às 14h49.

As empresas estatais paulistas e demais órgãos públicos não poderão mais impor sigilo de informações da administração pública. Segundo decreto publicado hoje (16) no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin determinou a revogação de medidas neste sentido.

Em sua justificativa, o governador afirmou que “dados e informações nos graus de sigilo reservado, secreto e ultrassecreto” deverão ser ratificados pela Comissão Estadual de Acesso à Informação.

Em um mês, os secretários e o procurador-geral do Estado deverão encaminhar à comissão de acesso as tabelas de Classificação de Sigilo de Documentos, Dados e Informações relativos às respectivas secretarias e autarquias, fundações e empresas vinculadas. A comissão será responsável pela deliberação da ratificação dos atos.

Essas mesmas autoridades terão de reavaliar os pedidos de acesso a informações formulados e negados com base em sigilo instituído pelos atos normativos ora revogados.

De acordo com o governo paulista, a Comissão Estadual de Acesso à Informação, ligada ao Arquivo Público do Estado, analisará o teor dos documentos.

A decisão do governador foi anunciada um dia após o Ministério Público Estadual (MPE) ter aberto inquérito civil para apurar suspeita de que a Sabesp feriu a Constituição Federal e a Lei de Acesso à Informação, praticando atos de improbidade administrativa ao negar informações sobre procedimentos e projetos técnicos e operacionais, bem como sobre a localização de redes de água e esgoto, equipamentos, instalações e sistemas operacionais.

A Promotoria deu prazo de dez dias para que a Sabesp esclareça a questão, enviando ao MPE uma série de documentos da Comissão de Avaliação de Documentos e Acesso.

O sigilo foi justificado pela Sabesp como meio de se evitar a sabotagem ou vandalismo contra as redes de água e de esgoto sanitário.

Em nota à Agência Brasil, publicada há dois dias, a companhia se defendeu afirmando que a divulgação dos projetos “colocariam em risco a vida, segurança ou saúde da população".

Acompanhe tudo sobre:EmpresasPolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilEmpresas abertasEmpresas brasileirasEstatais brasileirasEmpresas estataisServiçosSabespÁguaTransportesmobilidade-urbanatransportes-no-brasilTrensTransporte públicoSaneamentoGovernadoresGeraldo AlckminPolícia MilitarMetrô de São Paulo

Mais de Brasil

PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas injustificadas

Mendonça autorizou quebras de sigilos de filho de Lula antes da CPMI do INSS

Tarcísio diz que não abrirá mão da nova sede por causa de desapropriações

Nova sede de SP: consórcio cita BNDES e debêntures como opções de financiamento