Brasil

Governo Fleury domina embate entre Alckmin e Skaf em SP

Acusado por tucanos de ter ao seu lado "aquele governador que quebrou São Paulo", Skaf rebateu as críticas e tentar desvincular Fleury do comando na campanha


	Paulo Skaf fala a Alckmin: "quando o senhor fala do ex-governador Fleury, não esqueça que o vice-governador dele era Aloysio Nunes, seu grande amigo"
 (Jane de Araújo/Agência Senado)

Paulo Skaf fala a Alckmin: "quando o senhor fala do ex-governador Fleury, não esqueça que o vice-governador dele era Aloysio Nunes, seu grande amigo" (Jane de Araújo/Agência Senado)

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Da Redação

Publicado em 2 de setembro de 2014 às 08h28.

São Paulo - A gestão Luiz Antônio Fleury Filho no governo do estado de São Paulo, entre 1991 a 1994, invadiu a corrida sucessória paulista e domina o embate eleitoral entre os dois candidatos que encabeçam a disputa: Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Skaf (PMDB).

Acusado por tucanos de ter ao seu lado "aquele governador que quebrou São Paulo", Skaf usou nesta segunda-feira, 01, seu horário eleitoral na TV e no rádio para rebater as críticas e tentar desvincular Fleury de qualquer função de comando na campanha.

"Fleury não é chefe nem coordenador da minha campanha, mas sim um dos tantos parceiros do PMDB que acham que está na hora de mudar São Paulo", disse o candidato.

O embate em torno da gestão Fleury começou nas propagandas do PSDB na quarta-feira da semana passada, dia 27. O peemedebista é apresentado como "chefe" da campanha de Skaf que, como governador, "quebrou" o estado e deixou a área da saúde em "caos". "É isso que você quer de novo para o estado de São Paulo?", pergunta o locutor. "É esse mesmo PMDB, que quebrou São Paulo, que quer voltar ao governo com Skaf?"

Eleito em 1990 como sucessor do governador Orestes Quércia (PMDB), Fleury governou o estado por quatro anos. Além do massacre do Carandiru (1992), sua gestão é associada à quebra do Banespa - que sofreu intervenção federal em 1994. Sucedido por Mário Covas (PSDB) - morto em 2001 -, Fleury virou aliado dos tucanos em 1998, quando foi eleito deputado federal pelo PTB.

Na resposta de Skaf, ontem, ele procurou vincular o PSDB à gestão de Fleury. "Quando o senhor fala do ex-governador Fleury, não esqueça que o vice-governador dele era Aloysio Nunes, seu grande amigo, hoje senador do PSDB e candidato a vice-presidente de Aécio Neves", disse o peemedebista.

Além de 1998, em 2010 o PMDB integrou a base de apoio a Alckmin.

Função

Um dos principais nomes da articulação política na campanha de Skaf, Fleury é o presidente da Coligação São Paulo quer Mudar. Seu nome está registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) como representante legal da chapa (PMDB, PROS, PSD, PP e PDT).

Na prática, Fleury cuida das agendas e dos apoios políticos no interior de São Paulo e da relação da campanha com os demais partidos da coligação.

A campanha de Skaf informou que Fleury não tem função de comando e que o cargo de coordenador não existe. Procurado, o ex-governador disse que nunca se apresentou "como coordenador-geral".

Para Skaf, a propaganda tucana é reflexo dos resultados recentes das pesquisas eleitorais. Levantamento feito pelo Ibope, divulgado na semana passada, mostrou que as intenções de voto de Skaf passaram de 11% para 20%, na comparação com julho.

Alckmin manteve os 50%. "O senhor faz esse barulho todo porque o Skaf está subindo cada vez mais nas pesquisas", disse o locutor ao fim da propaganda do PMDB.

Tucanos negam que as críticas tenham sido motivadas pela pesquisa Ibope. As informações são do jornal O estado de S. Paulo.

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