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Governo assumirá prejuízo se ferrovias não forem vendidas

“É uma função de governo, ele tem que fazer a ferrovia", explicou o futuro presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo


	Dilma Rousseff no anúncio do plano de concessões: a EPL foi criada hoje para administrar todos projetos de logística do país
 (Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

Dilma Rousseff no anúncio do plano de concessões: a EPL foi criada hoje para administrar todos projetos de logística do país (Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

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Da Redação

Publicado em 15 de agosto de 2012 às 17h04.

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Brasília - O modelo de construção de 10 mil quilômetros de novas ferrovias no país, anunciado hoje (15), prevê uma parceria público-privada, na qual o governo concede à iniciativa privada, por meio de licitação, a construção da ferrovia, e depois compra a capacidade de operação. Em um segundo momento, o governo irá oferecer essa capacidade para usuários privados e operadores independentes.

Segundo o futuro presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, se não houver demanda suficiente para ocupar toda a capacidade da ferrovia, o governo vai assumir o prejuízo, porque o concessionário que construir a linha vai receber integralmente pelo serviço.

“É uma função de governo, ele tem que fazer a ferrovia. Nós vivemos hoje uma situação meio do ‘ovo e da galinha’, eu não produzo porque não tem logística ou não tem logística porque não tem produção. Vamos inverter essa curva, vamos fazer a logística e a logística vai induzir a produção”, explicou Figueiredo.

A EPL foi criada hoje para administrar todos projetos de logística do país, e vai substituir a recém-criada Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), que iria administrar apenas a construção do trem de alta velocidade.

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