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Governador eleito do DF aponta rombo de R$ 3,8 bilhões

A constatação é que o governo gastou mais do que podia


	Mané Garrincha, em Brasília: o gasto mais criticado da gestão Agnelo é com a construção do estádio
 (Mateus Baeta/ Portal da Copa)

Mané Garrincha, em Brasília: o gasto mais criticado da gestão Agnelo é com a construção do estádio (Mateus Baeta/ Portal da Copa)

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Da Redação

Publicado em 16 de dezembro de 2014 às 08h01.

Brasília - Após ser derrotado ainda no 1.º turno das eleições, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), tem vivido dias difíceis na reta final do seu mandato.

Desde meados de outubro, a capital do País passa por um grave problema administrativo, que acabou por ampliar a rejeição do petista até mesmo dentro da sigla e deixou ainda mais incerto seu futuro político.

Recentemente, o governador eleito do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), afirmou que a previsão do rombo no caixa, que inicialmente era de R$ 2,1 bilhões, poderá chegar a R$ 3,8 bilhões.

Nas últimas semanas, Agnelo suspendeu pagamentos de contratos e salários, o que deflagrou uma onda de protestos do funcionalismo público. Os servidores foram às ruas e pararam o trânsito da capital.

Houve greve de ônibus e interrupção da coleta de lixo. Até mesmo a grama dos espaços públicos deixou de ser cortada e o mato começou a tomar conta da cidade.

A constatação é que o governo gastou mais do que podia. E Agnelo não pode nem culpar a falta de arrecadação, já que Brasília, por ser a capital federal, recebe uma significativa transferência da União desde dezembro de 2002, chamada de Fundo Constitucional.

O repasse - que em 2014 passará dos R$ 10 bilhões - é carimbado para as áreas de educação, saúde e segurança. O orçamento próprio do Distrito Federal é de cerca de R$ 23,3 bilhões.

O gasto mais criticado da gestão Agnelo é com a construção do Estádio Mané Garrincha, que custou cerca de R$ 1,5 bilhão e foi todo bancado com recursos próprios.

Nos últimos anos, o governador também concedeu reajustes e contratou 36 mil novos servidores, o que sobrecarregou a folha de pagamento.

A despesa com pessoal, que era de 45% da arrecadação em 2010, subiu já em 2011, ano do primeiro do mandato de Agnelo, para 55,4%.

Ao todo, foram 29 aumentos salariais, segundo dados do governo, e 37, pelos levantamentos da oposição.

Constrangimento

A situação do DF gera constrangimento no PT. O deputado distrital Wasny de Roure criticou o aumento desordenado dos gastos. "Ficou muito embaraçoso para o PT.

Às vezes eu fico com vergonha de sair na rua." Na eleição, a presidente Dilma Rousseff manteve-se longe da disputa pelo governo da capital federal.

Procurado, Agnelo não quis dar entrevista. Em nota, a assessoria do governador assegurou que "todos os servidores ativos, inativos e comissionados, estão com os salários em dia" e que o governo "está adequando seu fluxo de caixa para arcar com os compromissos". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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