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Governador de Minas Gerais é denunciado na Operação Acrônimo

O empresário Benedito Oliveira Neto - conhecido como Bené, também é citado na denúncia


	Fernando Pimentel (PT): há indícios de que o governador, quando foi ministro, entre 2011 e 2014, intercedeu para favorecer a montadora Caoa
 (Denis Ribeiro/Exame)

Fernando Pimentel (PT): há indícios de que o governador, quando foi ministro, entre 2011 e 2014, intercedeu para favorecer a montadora Caoa (Denis Ribeiro/Exame)

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Da Redação

Publicado em 6 de maio de 2016 às 17h05.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou hoje (6) o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Acrônimo, da Polícia Federal (PF).

O empresário Benedito Oliveira Neto - conhecido como Bené, também é citado na denúncia.

De acordo com a PF, há indícios de que o governador, quando foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, entre 2011 e 2014, intercedeu para favorecer a montadora Caoa.

Em 2012, foi lançado pelo ministério o Programa Inovar Auto, que concedia incentivos fiscais a indústrias do setor automotivo.

Para garantir sua manutenção no programa, a Caoa teria pago R$ 2,1 milhões. Segundo a Polícia Federal, o valor foi repassado a duas empresas de Bené e dono da Gráfica Brasil - que não prestaram serviços à montadora e foram usadas apenas para emitir notas fiscais frias e receber as verbas. Bené atuou na campanha de Pimentel ao governo de Minas em 2014.

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