Brasil

Gasto do governo pode subir R$ 2,1 bi com fraldas gratuitas

O presidente do STF manteve uma decisão liminar para que o governo forneça gratuitamente fraldas a pessoas com deficiência em todo o País


	Ricardo Lewandowski: o presidente do STF manteve uma decisão liminar para que o governo forneça gratuitamente fraldas a pessoas com deficiência em todo o País
 (Evaristo Sa/AFP)

Ricardo Lewandowski: o presidente do STF manteve uma decisão liminar para que o governo forneça gratuitamente fraldas a pessoas com deficiência em todo o País (Evaristo Sa/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de julho de 2016 às 21h30.

Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, manteve uma decisão liminar (provisória) nesta quinta-feira, 14, para que o governo forneça gratuitamente fraldas a pessoas com deficiência em todo o País. A decisão poderá aumentar os gastos do Ministério da Saúde com o programa Farmácia Popular do Brasil em R$ 2,1 bilhões.

A decisão equipara os deficientes aos idosos, que já têm direito ao benefício. O governo tentava, no STF, suspender uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região neste sentido sob a justificativa de que não tem condições de fornecer as fraldas também às pessoas com deficiência.

Para Lewandowski, a decisão corrige uma omissão do Estado diante dos direitos de um grupo vulnerável. O ministro também apontou que o Brasil é signatário de acordos internacionais que garantem o direito à saúde das pessoas com deficiência "por meio de todas as medidas necessárias e específicas".

"Penso que está em jogo a proteção das pessoas com deficiência que necessitam do auxílio do Estado para garantir o pleno exercício do seu direito à saúde. E entendo que a essas o Estado não deve faltar. Os entes federados, responsáveis solidários na assistência à saúde, deverão cumprir o seu múnus (sua tarefa) constitucional de garantir plenamente o direito à saúde mediante políticas efetivas, tomando por norte a Constituição Federal e as leis do País", escreveu.

O ministro também apontou que o Estado não conseguiu comprovar "grave lesão à ordem e à economia públicas" diante da medida. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), o orçamento previsto para o programa Farmácia Popular no ano que vem é de R$ 2,6 bilhões, R$ 200 milhões a menos do que o orçamento de 2015.

Acompanhe tudo sobre:Pessoas com deficiênciaFarmáciasSupremo Tribunal Federal (STF)Saúde no BrasilMinistério da Saúde

Mais de Brasil

STF critica fala de Milei contra Moraes após convenção do PL em São Paulo

Missão eleitoral dos EUA sem convite seria 'interferência indevida', diz especialista

Lula sobe o tom sobre eleições: 'quem quiser se meter, vai apanhar muito'

'Em 2027, Jair Bolsonaro vai subir a rampa do Planalto', diz Flávio ao lançar candidatura