Brasil

Frete rodoviário cai 2,7% em julho com redução do preço do diesel

Preço médio encerrou o mês em R$ 0,403 por tonelada/km; Norte foi a única região a registrar alta

Rodovia Régis Bittencourt (BR-116): O Sudeste continuou com o frete médio mais caro do país em julho, a R$ 0,430 por tonelada/km. (ANTT/Divulgação)

Rodovia Régis Bittencourt (BR-116): O Sudeste continuou com o frete médio mais caro do país em julho, a R$ 0,430 por tonelada/km. (ANTT/Divulgação)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 21 de agosto de 2026 às 11h23.

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O preço médio do frete rodoviário para transporte de cargas no Brasil caiu 2,7% em julho na comparação com junho e encerrou o mês em R$ 0,403 por tonelada/km rodado. Os dados são do Índice Frete.com de Preços (IFP), elaborado pela Frete.com e divulgados nesta sexta-feira, 21, à EXAME.

Na comparação anual, porém, o frete acumula alta: em julho de 2025, o preço médio era de R$ 0,344 por tonelada/km, o que representa avanço de aproximadamente 17,2% em um ano.

A queda mensal foi influenciada principalmente pela redução do preço do diesel. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o valor médio do diesel S10 recuou ao longo de julho.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por sua vez, reduziu de R$ 7,35 para R$ 6,97 o preço de referência do combustível usado no cálculo dos pisos mínimos.

O movimento diminuiu os custos variáveis do transporte, sobretudo nas rotas mais longas.

O avanço mais lento da colheita do milho segunda safra também pode ter contribuído para distribuir a demanda logística, embora ainda não existam dados oficiais suficientes para confirmar o fator como uma das causas da redução nacional.

Frete cai em quatro das cinco regiões

O Sudeste continuou com o frete médio mais caro do país em julho, a R$ 0,430 por tonelada/km. Na sequência aparecem Sul (R$ 0,381), Nordeste (R$ 0,363), Centro-Oeste (R$ 0,342) e Norte (R$ 0,321).

Na comparação com junho, os preços recuaram em quatro das cinco regiões. O Sudeste teve a maior queda, de 2,9%, seguido por Nordeste (-2,7%), Sul (-2,6%) e Centro-Oeste (-0,3%). O Norte foi a única região a registrar alta, de 0,9%.

Mesmo com a queda de julho, Nordeste, Centro-Oeste e Norte permaneceram com preços acima dos registrados em maio. Sudeste e Sul ficaram ligeiramente abaixo daquele patamar.

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