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Fizemos forte movimento em direção à África, afirma Dilma

A África é uma das regiões que mais crescem no mundo e enfrenta desafios do crescimento", afirmou a presidente


	Presidente Dilma Rousseff em visita à Africa do Sul
 (Roberto Stuckert Filho/PR)

Presidente Dilma Rousseff em visita à Africa do Sul (Roberto Stuckert Filho/PR)

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Da Redação

Publicado em 17 de junho de 2013 às 14h55.

Brasília - A presidente Dilma Rousseff destacou nesta segunda-feira o "forte movimento" do Brasil em direção à África. O comentário foi feito em discurso na cerimônia no auditório do Palácio do Itamaraty para a formatura da Turma 2011-2013 do Instituto Rio Branco.

"A África é uma das regiões que mais crescem no mundo e enfrenta desafios do crescimento", afirmou a presidente.

Sobre a ampliação das conversações no eixo "Sul-Sul", Dilma ressaltou: "Nosso olhar para o sul do mundo vai sendo marcado por repúdio a domínio entre os países", destacou.

Em seguida, disse que a política externa brasileira tem vocação universalista e justifica iniciativas conjuntas com os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além dos países árabes, ressaltando que iniciativas com países periféricos não afastam o Brasil dos países desenvolvidos.

A presidente disse que o Brasil se preocupa com as situações de conflito no mundo. Fez menção às situações da Palestina e da Síria e defendeu o multilateralismo como "condição de afirmação de personalidade própria dos povos". "O Brasil é respeitado por muitos povos por não ter imposições unilaterais", afirmou a presidente.

Mudanças no mundo

A presidente lembrou, ainda, que houve recentemente uma forte alteração no cenário internacional. "O mundo dos últimos 10 anos passou por aceleradas mudanças. Respondemos a essas mudanças, mas ainda há muito a fazer", disse. Nesse cenário de desafios enfrentados nos tempos recentes, Dilma comentou que foi preciso enfrentar a crise mundial, agravada a partir de 2008.

"Talvez a maior desde 1929", disse a presidente. "Ao olhar a crise não propomos isolamento e protecionismo, mas consolidação da cooperação". Ela afirmou que "um mundo multipolar exige que América do Sul dê resposta conjunta a desafios" e que a região "deve ser capaz de solucionar seus problemas, sem intervenção externa".

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