Brasil

Fiscalização do viaduto é da prefeitura, diz Miriam Belchior

"Nós, aqui de Brasília, não temos condição de saber como foi o desenvolvimento da obra", afirmou a ministra do Planejamento

Inspeção em viaduto que desabou em Belo Horizonte, Minas Gerais (Ivan Alvarado/Reuters)

Inspeção em viaduto que desabou em Belo Horizonte, Minas Gerais (Ivan Alvarado/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 4 de julho de 2014 às 16h32.

Última atualização em 11 de outubro de 2016 às 11h42.

Brasília - Responsável pela coordenação do comitê gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que inclui a obra do viaduto Guararapes, que desabou nesta quinta-feira em Belo Horizonte, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse nesta sexta-feira, 4 que a fiscalização da obra é de responsabilidade da Prefeitura, sob o comando de Márcio Lacerda.

"Nós, aqui de Brasília, não temos condição de saber como foi o desenvolvimento da obra", afirmou a ministra.

Em entrevista ao Broadcast Político, Miriam disse que a responsabilidade do governo federal é garantir os recursos necessários para a execução da obra.

"A elaboração do projeto de engenharia, a licitação, a contratação e a sua fiscalização são tarefas de quem está executando a obra, que no caso é a prefeitura", disse. A ministra ponderou, entretanto, que ainda é cedo para apontar qualquer responsável pela queda.

O viaduto, que faz parte do projeto de implantação do BRT (Bus Rapid Transit) na avenida Pedro I, um dos acessos ao estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, está entre as obras planejadas para a Copa do Mundo, mas não ficou pronto a tempo.

Além de deixar dois mortos, o colapso do viaduto resultou em 22 pessoas feridas - três continuam internadas.

Nos empreendimentos do PAC, a liberação de recursos é feita em etapas. Ao fim de cada uma delas, engenheiros da Caixa Econômica Federal visitam o canteiro de obras para verificar o andamento da obra e autorizar a próxima remessa de verba.

Questionada sobre qual foi a última vistoria dos técnicos na obra, a ministra do Planejamento disse que pode buscar a informação, mas ressaltou que não é responsabilidade da Caixa fiscalizar a segurança no local, por exemplo.

"A presença dos engenheiros da Caixa se refere a certificar que aquilo que está na nota de medição foi realizado. Não é uma fiscalização de obra", disse.

Sobre o impacto negativo que o acidente poderia causar à imagem do País, Míriam afirmou que o importante no momento é atender os feridos e apoiar os familiares dos mortos.

"A presidente entrou em contato com o prefeito, ofereceu ajuda tanto para as famílias quando para a desobstrução da avenida. Essa é a questão a se preocupar hoje, e não fazer algum tipo de avaliação sobre o que isso representa para a Copa do Mundo", afirmou.

A ministra informou que está esperando que a prefeitura de Belo Horizonte acione o governo federal para que o apoio seja disponibilizado.

"Assim que tiver essa solicitação, será atendido imediatamente", completou.

Acompanhe tudo sobre:Belo Horizontecidades-brasileirasConstrução civilMinas GeraisMinistério do PlanejamentoObras públicasPAC – Programa de Aceleração do CrescimentoPrefeituras

Mais de Brasil

Detentos fazem rebelião e incendeiam presídio em Franco da Rocha, na Grande SP

Convenções em SP começam neste sábado com indefinições

Artefatos indígenas retidos na França retornam ao Brasil

Convenções começam neste sábado com oficialização de candidaturas de Boulos, Paes e Fuad

Mais na Exame