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Fiscal preso também teve cargo na gestão Haddad

Ex-subsecretário foi preso acusado de participar de uma quadrilha que causou prejuízo estimado em até R$ 500 milhões aos cofres da cidade

Fernando Haddad (PT): Rodrigues foi nomeado em março para ser diretor financeiro da SPTrans, durante a gestão do atual prefeito (Marcelo Camargo/ABr)
DR

Da Redação

Publicado em 30 de outubro de 2013 às 21h24.

São Paulo - O ex-subsecretário de Finanças da gestão Gilberto Kassab (PSD), Ronilson Bezerra Rodrigues, preso na manhã desta quarta-feira, 30, acusado de participar de uma quadrilha que causou prejuízo estimado em até R$ 500 milhões aos cofres da cidade, também exerceu um cargo de confiança na atual gestão, de Fernando Haddad (PT).

Rodrigues foi nomeado em março para ser diretor financeiro da SPTrans, empresa da Prefeitura que administra o bilhete único. A conta-sistema, caixa que recebe os depósitos do bilhete único, movimenta cerca de R$ 6 milhões por dia. O servidor preso é um funcionário concursado, de carreira, que foi indicado nas duas gestões para os cargos de confiança. Na governo Haddad, ele deixou o posto em junho.

Rodrigues acumulou um patrimônio incompatível com sua renda, segundo as investigações. Ele é acusado de chefiar o esquema, que contava com outros três servidores de carreira que ocupavam cargos de confiança da gestão Kassab. Seus advogados não foram localizados.

Outro lado

A Prefeitura foi questionada, mas não informou o motivo de o servidor ter sido nomeado para o novo cargo de confiança. Entretanto, em nota, a administração Haddad informou que ele permaneceu no posto até junho porque, se saísse antes, poderia ser alertado da investigação. "Sua saída do cargo, em 2 de junho, foi articulada de forma a evitar vazamento interno ou externo da investigação", diz o texto.

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Rodrigues acumulou um patrimônio incompatível com sua renda, segundo as investigações. Ele é acusado de chefiar o esquema, que contava com outros três servidores de carreira que ocupavam cargos de confiança da gestão Kassab. Seus advogados não foram localizados.

Outro lado

A Prefeitura foi questionada, mas não informou o motivo de o servidor ter sido nomeado para o novo cargo de confiança. Entretanto, em nota, a administração Haddad informou que ele permaneceu no posto até junho porque, se saísse antes, poderia ser alertado da investigação. "Sua saída do cargo, em 2 de junho, foi articulada de forma a evitar vazamento interno ou externo da investigação", diz o texto.

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