Fiesp pede reforço da defesa comercial do País

Presidente do órgão, Paulo Skaf defendeu que o governo contrate mais funcionáruios para combater a entrada de produtos de "forma desleal" no país

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que a atuação do governo federal no combate a produtos importados que entram no País de "forma desleal é fraca". Na sua avaliação, o governo precisa reforçar o departamento de defesa comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior "hoje", pois o número de funcionários que atuam na área é pequeno e é preciso um grupo maior. "Não adianta o empresário hoje fazer uma queixa formal ao governo, pois como são poucos os técnicos, a avaliação do processo vai levar um ano, e nesse prazo muita coisa vai acontecer", observou.

Segundo Skaf, o governo tem condições plenas de ampliar a equipe da defesa da concorrência, pois não vai custar nada agregar mais trinta técnicos ao departamento. "O governo tomou uma decisão que merece parabéns, que é o corte de despesas, sobretudo custeio. No entanto, o governo tem orçamento de R$ 1 trilhão e condições para destacar servidores públicos para essa área", afirmou o presidente da Fiesp.

Ele ressaltou que a defesa da concorrência é fundamental para que o País não veja um avanço generalizado da desindustrialização do País que, segundo ele, ocorre ainda hoje em poucos setores localizados. "Contudo, com o câmbio sobrevalorizado que temos e sem combater a importação desleal, o déficit da balança comercial do setor manufatureiro que chegou a US$ 72 bilhões no ano passado pode subir 30, 40% neste ano e atingir até US$ 100 bilhões. As declarações foram feitas por Skaf logo após participar do Fórum Nacional da Indústria, em São Paulo.

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