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FHC reconhece que PSDB perdeu o rumo

FHC criticou ainda o uso de ONGs como instrumento para corrupção envolvendo órgãos públicos

FHC: "Espero que a presidente Dilma consiga avançar mais. Mas, para isso, ela terá de alterar as bases de sustentação do governo" (Lailson Santos/Veja)

FHC: "Espero que a presidente Dilma consiga avançar mais. Mas, para isso, ela terá de alterar as bases de sustentação do governo" (Lailson Santos/Veja)

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Da Redação

Publicado em 4 de agosto de 2012 às 17h53.

São Paulo - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu hoje que o PSDB perdeu o rumo. "Passou a ser um pouco repetitivo dizer que o PSDB não tem saída, e perdeu o rumo, e é verdade até certo ponto", afirmou. "Na verdade, o projeto que está sendo posto em marcha, a grosso modo, era o nosso". FHC lembrou que, em seu mandato, o PT criticava o modelo de gestão. "E agora estão tentando implementá-lo", criticou. O ex-presidente participou na tarde de hoje de sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo portal UOL.

O ex-presidente preferiu não se posicionar sobre o escândalo, divulgado pela imprensa, que envolve o ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. FHC avaliou que talvez haja necessidade de criação de regras para autoridades que atuam em empresas de consultorias. "A consultoria em si, eu acho que é normal. O problema é se é consultoria ou advocacia administrativa", disse, referindo-se ao jargão para lobby. A empresa de consultoria de Pimentel, a AP-21 Consultoria e Projetos, teria faturado mais de R$ 2 milhões com consultoria em 2009 e 2010.

O ex-presidente também avaliou que não é democrático avaliar que o ministro esteja "acima de qualquer suspeita", consideração feita ontem pelo presidente nacional do PT, Ruy Falcão, em defesa de Pimentel. "Todos são iguais perante a lei", afirmou. FHC criticou ainda o uso de Organizações Não Governamentais (ONG) como instrumento para corrupção envolvendo órgãos públicos. "O que está acontecendo é a utilização de uma coisa que poderia ser saudável para fins errados, para corrupção", disse. Segundo ele, a transferência de recursos públicos para o setor privado, sobretudo para partidos, está errado.

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