Brasil

FGV eleva projeção para IPC-S em 2011 para 5,8%

Para o o coordenador do índice , "desde a metade do ano passado, a inflação deixou de ser tranquila"

O IPC-S registra alta acumulada de 2,49% em 2011

O IPC-S registra alta acumulada de 2,49% em 2011

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Da Redação

Publicado em 1 de abril de 2011 às 13h23.

São Paulo - O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), Paulo Picchetti, elevou hoje sua projeção para a inflação acumulada pelo indicador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2011. Em entrevista, ele informou que a expectativa subiu de um intervalo entre 5% e 5,5% para uma taxa de 5,8%, com viés de alta. Segundo Picchetti, o aumento na projeção é uma consequência do atual cenário de taxas mensais desconfortáveis que o índice vem apresentando nos primeiros meses de 2010.

Hoje, a FGV informou que o IPC-S fechou o mês de março com uma taxa de inflação de 0,71% ante 0,49% em fevereiro. Com este resultado, o índice acumulou no ano alta de 2,49% e, nos últimos 12 meses, taxa de 5,86%. Em 2010, o IPC-S fechou o ano com taxa acumulada de 6,24%.

"Desde a metade do ano passado, a inflação deixou de ser tranquila", comentou Picchetti, chamando a atenção principalmente para o atual nível de alta do grupo Serviços, que subiu 5,42% no primeiro trimestre e expressivos 16,7% nos últimos 12 meses até março. "Ela (a inflação) preocupa e merece atenção. Preocupa para mim explicitamente no sentido de que a trajetória de desaceleração que o próprio Banco Central prevê não está garantida", salientou.

De acordo com Picchetti, o viés de alta adotado para sua nova projeção está amparado pelo fato de que, na melhor das hipóteses para o cenário pressionado atual, o IPC-S acumularia em 2011 uma taxa de 5,8%. "Se ainda conseguíssemos uma taxa média mensal de inflação, para os próximos nove meses do ano, de 0,35%, o IPC-S fecharia o ano em 5,8% de aumento", disse. "Isso não está garantido", afirmou, lembrando que, se no ano passado o índice chegou a registrar meses de deflação que amenizaram o resultado acumulado, para 2011, não há sinais de que isso se repetirá.

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