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Fachin dá mais cinco dias para PF concluir inquérito sobre Temer

O pedido de prorrogação foi solicitado pela Polícia Federal, que alegou necessidade de mais tempo para concluir as investigações

Edson Fachin: o ministro concedeu o mesmo prazo de cinco dias para a PGR (Rosinei Coutinho/SCO/STF/Divulgação)

Edson Fachin: o ministro concedeu o mesmo prazo de cinco dias para a PGR (Rosinei Coutinho/SCO/STF/Divulgação)

AB

Agência Brasil

Publicado em 12 de junho de 2017 às 19h26.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu hoje (12) prorrogar por mais cinco dias o prazo para a Polícia Federal encerrar a investigação sobre o presidente Michel Temer.

O pedido de prorrogação foi solicitado pela PF, que alegou necessidade de mais tempo para concluir as investigações, iniciadas a partir das citações ao nome do presidente nas delações dos executivos da JBS.

Na sexta-feira (9), o advogado Antônio Mariz de Oliveira, representante de Temer, informou ao ministro que o presidente decidiu não responder às perguntas enviadas pela Polícia Federal no inquérito.

Além disso, a defesa pediu o arquivamento das investigações e fez críticas ao teor do questionário enviado pelos delegados.

Na mesma decisão de hoje, Fachin concedeu o mesmo prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido de arquivamento.

Para a defesa de Temer, o questionário é um "acinte à sua dignidade pessoal e ao cargo que ocupa" e atenta contra os "direitos individuais inseridos no texto constitucional".

" O presidente e cidadão Michel Temer está sendo alvo de um rol de abusos e de agressões aos seus direitos individuais e à sua condição de mandatário da nação que colocam em risco a prevalência do ordenamento jurídico e do próprio Estado Democrático de Direito", destaca o documento.

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