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Fachin arquiva pedido que questionava atuação de Toffoli no caso Master

Relatório da PF enviado ao STF citava menções a Toffoli encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro

Decisão de Fachin: ato formal de arquivamento foi publicado ppelo ministro neste sábado, 21, embora a decisão estivesse tomada desde o dia 12 (Nelson Jr./SCO/STF/Flickr)

Decisão de Fachin: ato formal de arquivamento foi publicado ppelo ministro neste sábado, 21, embora a decisão estivesse tomada desde o dia 12 (Nelson Jr./SCO/STF/Flickr)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 22 de fevereiro de 2026 às 18h57.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, arquivou a arguição de suspeição que questionava a atuação do ministro Dias Toffoli na relatoria das investigações sobre o Banco Master. A decisão foi assinada no sábado, 21, e tornada pública neste domingo, 22.

A arguição foi autuada por Fachin com base em um relatório encaminhado ao STF no início do mês pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O documento mencionava referências a Toffoli encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

As mensagens citadas foram trocadas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, e tratavam do pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá.

No dia 12 de fevereiro, os ministros do STF se reuniram para analisar o conteúdo do relatório da PF. Após o encontro, divulgaram nota afirmando não ser caso de cabimento para declarar Toffoli suspeito. Na mesma manifestação, informaram que o próprio ministro decidiu deixar a relatoria do caso, em razão dos "altos interesses institucionais" envolvidos.

De acordo com a nota, os dez ministros entenderam que não cabia a arguição de suspeição e reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli na condução do inquérito do Master.O arquivamento determinado por Fachin decorre do que foi deliberado naquela reunião.

Caso Master

As investigações sobre possíveis irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro, após menção secundária a um deputado federal. Na ocasião, Toffoli decidiu que o caso deveria tramitar na Corte.

A apuração teve início na Justiça Federal em Brasília e envolve a operação de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Durante a condução do inquérito, Toffoli determinou a realização de uma acareação no penúltimo dia do ano e, já em janeiro, autorizou a prorrogação das investigações. No mesmo mês, também autorizou uma operação da Polícia Federal em outra frente, sobre um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Master e fundos de investimento administrados pela Reag.

Com a saída de Toffoli da relatoria, o processo foi sorteado e passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça.

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