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Lula reúne ministérios na quarta-feira para alinhar metas a quatro meses da eleição

Encontro foca na continuidade de obras e veda novos programas; primeira reunião do ano marcou a reforma com saída recorde de 21 titulares

A reunião desta semana dá sequência aos trabalhos iniciados no primeiro encontro ministerial do ano, realizado em 31 de março (Wallison Breno/PR/Divulgação)

A reunião desta semana dá sequência aos trabalhos iniciados no primeiro encontro ministerial do ano, realizado em 31 de março (Wallison Breno/PR/Divulgação)

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Publicado em 1 de junho de 2026 às 21h06.

O presidente Lula comanda, nesta quarta-feira (3), a segunda reunião ministerial de 2026 no Palácio do Planalto. O encontro ocorrerá na véspera do feriado de Corpus Christi e a quatro meses das eleições de outubro. 

O objetivo central é alinhar as ações com o novo escalão do governo e acelerar as entregas de obras federais. Pela legislação eleitoral, o presidente só poderá participar de inaugurações até o dia 4 de julho, o que restringe o calendário de agendas públicas nos próximos meses.

O balanço do primeiro encontro

A reunião desta semana dá sequência aos trabalhos iniciados no primeiro encontro ministerial do ano, realizado em 31 de março. Naquela ocasião, o ministro da Casa Civil à época, Rui Costa, apresentou um balanço dos três primeiros anos de gestão (2023-2025).

Entre os indicadores destacados pelo governo, figuraram a retirada de 26,5 milhões de pessoas da insegurança alimentar, a queda acentuada da pobreza e o atingimento da menor taxa de desemprego da série histórica (5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026). Na infraestrutura, destacou-se a execução de R$ 1,1 trilhão do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o cumprimento antecipado da meta de 2 milhões de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida ao final de 2025.

Diante do cenário eleitoral, Lula cobrou foco total dos auxiliares e proibiu a criação de novas agendas. “Não tem novo programa de governo. A máquina tem que continuar andando”, alertou o presidente na abertura dos trabalhos de março, reforçando que o foco até 31 de dezembro deve ser a conclusão dos projetos vigentes.

A reforma na Esplanada dos Ministérios

A primeira reunião do ano oficializou uma reforma ministerial histórica para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral. Ao todo, 21 titulares deixaram seus cargos para disputar as eleições de 2026 ou coordenar campanhas em tempo integral — um recorde que superou as 14 saídas registradas no primeiro mandato de Lula, em 2006, e as 8 de Jair Bolsonaro, em 2022.

Para dar continuidade aos projetos e evitar disputas políticas, o governo promoveu majoritariamente os antigos secretários-executivos de cada área. Confira abaixo a lista dos principais ministros que deixaram o governo e quem assumiu as respectivas pastas:

  • Fazenda: Saiu Fernando Haddad (pré-candidato ao governo de São Paulo) e assumiu Dario Durigan, que já atuava como o número 2 do ministério.

  • Casa Civil: Saiu Rui Costa (disputará o Senado pela Bahia) e assumiu Miriam Belchior, economista e ex-ministra do Planejamento.

  • Planejamento: Saiu Simone Tebet (disputará o Senado por São Paulo) e assumiu Bruno Moretti, sociólogo e especialista em orçamento governamental.

  • Desenvolvimento, Indústria e Comércio: Saiu o vice-presidente Geraldo Alckmin (que se dedicará à coordenação da campanha eleitoral) e assumiu Márcio Elias Rosa.

  • Educação: Saiu Camilo Santana (focado na articulação política) e assumiu o servidor de carreira Leonardo Barchini.

  • Meio Ambiente: Saiu Marina Silva (disputará o Legislativo por São Paulo) e assumiu o biólogo e ambientalista João Paulo Capobianco.

  • Transportes: Saiu Renan Filho (disputará o governo de Alagoas) e assumiu George Santoro.

  • Cidades: Saiu Jader Filho (disputará a Câmara) e assumiu o engenheiro civil Antônio Vladimir Moura Lima.

  • Povos Indígenas: Saiu Sônia Guajajara (disputará a Câmara por São Paulo) e assumiu o advogado Eloy Terena.

  • Direitos Humanos: Saiu Macaé Evaristo (disputará vaga na Assembleia de Minas Gerais) e assumiu Janine Mello dos Santos.

  • Igualdade Racial: Saiu Anielle Franco (disputará a Câmara pelo Rio de Janeiro) e assumiu a socióloga Rachel Barros de Oliveira.

  • Desenvolvimento Agrário: Saiu Paulo Teixeira (disputará a Câmara por São Paulo) e assumiu Fernanda Machiaveli.

  • Agricultura: Saiu Carlos Fávaro (disputará o Senado por Mato Grosso) e assumiu André de Paula (que deixou a pasta da Pesca, agora comandada por Rivetla Édipo Araújo Cruz).

  • Portos e Aeroportos: Saiu Sílvio Costa Filho (disputará a Câmara por Pernambuco) e assumiu Tomé Franca.

  • Esporte: Saiu André Fufuca (disputará o Senado pelo Maranhão) e assumiu Paulo Henrique Perna Cordeiro.

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