Escuta no STF; A autocrítica do PT…

Escuta no gabinete


A segurança do Supremo Tribunal Federal localizou uma escuta ambiental desativada dentro do gabinete do ministro Luís Roberto Barroso. O aparelho foi encontrado há duas semanas, mas a notícia só foi divulgada hoje. Barroso foi relator, recentemente, do processo que definiu o rito do impeachment da presidente Dilma Rousseff e também criticou a cúpula de poder do PMDB. A assessoria do tribunal informou que a origem do equipamento não será investigada nem quando ele foi colocado no local.

_

Impeachment de Temer

O ministro Marco Aurélio Mello liberou para que o plenário do Supremo Tribunal Federal analise a liminar emitida por ele que obriga a Câmara a dar prosseguimento ao processo de impeachment de Michel Temer. Cabe ao presidente da corte, Ricardo Lewandowski, programar a data para o julgamento. Mello concedeu a liminar a pedido do advogado Mariel Marley Marra, que alega que os crimes supostamente cometidos por Dilma na Presidência também foram cometidos por Temer. Mesmo com a liminar emitida no dia 5 de abril, o processo contra Temer continua parado na Câmara.

_

Qual vai ser o imposto?


Dificilmente o Brasil conseguirá estabilizar suas contas sem um novo imposto, mas qual será o escolhido ainda é um mistério. A CPMF, sobre movimentações financeiras, era a mais cotada, mas Temer estaria avaliando o aumento da alíquota da Cide, que incide sobre os combustíveis. Na tarde desta terça, o presidente disse a líderes dos partidos governistas que deve retirar do Congresso a PEC que recriaria a CPMF. A criação de um imposto é um dos pontos no quais Temer deve encontrar mais resistência de deputados e senadores.

_

Renan e a meta

Fundamental para que o governo realize as medidas que planeja, a nova meta fiscal não deve ser votada nesta semana. O presidente do Congresso, Renan Calheiros, disse que não convocará a sessão conjunta entre Câmara e Senado necessária para a votação. O motivo seria tempo, já que a equipe do Ministério da Fazenda ainda não conseguiu calcular o tamanho do rombo nas contas públicas. Temer precisa mudar a meta fiscal para não correr o risco de cair em crime de responsabilidade por não cumpri-la.

_

Não, obrigado

Duas figuras com reconhecimento na área cultural usaram suas redes sociais nesta terça-feira para dizer que recusaram sondagens para ocupar a Secretaria Nacional de Cultura do governo de Michel Temer: a antropóloga Cláudia Leitão, ex-secretária Nacional de Economia Criativa da Cultura e ex-secretária do tema no Ceará, e a consultora Eliane Costa, coordenadora de pós-graduação da FGV. Ambas criticaram o fim da pasta e Costa chegou a dizer que não seria a “coveira do MinC”. Enquanto isso, a procuradora e professora de direito da PUC Flavia Piovesan aceitou o convite para a Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça.

_

Mendonça Filho convocado

O novo ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, foi convocado pelo Senado para explicar quais programas e projetos serão mantidos após a extinção do Ministério da Cultura. O pedido, feito pelo senador Randolfe Rodrigues, busca entender o objetivo de acabar com a pasta. O prazo ainda não está fechado, mas a audiência deve ocorrer na próxima semana.

_

A autocrítica do PT

O Partido dos Trabalhadores reuniu-se nesta terça-feira em Brasília. Sua cúpula afirmou que vai divulgar uma resolução fazendo uma autocrítica da atuação do partido. O PT dirá que a presidente afastada Dilma Rousseff cometeu equívocos na gestão do país e que não fez as reformas política, tributária e de democratização dos meios de comunicação. Os petistas também reconhecerão o esgotamento do modelo econômico bem-sucedido de 2003 a 2010. Ao falar de corrução, o PT falará que terminou envolvido em “práticas dos partidos políticos tradicionais” e que foi contaminado pelo financiamento empresarial de campanhas.

_

Gerdau não depõe na CPI

A CPI do Carf derrubou nesta terça-feira a convocação do presidente da siderúrgica Gerdau, André Gerdau. O empresário foi indiciado na segunda-feira 16 pela Polícia Federal sob a acusação de pagar propinas a conselheiros do Carf para sonegar 1,5 bilhão de reais da Receita Federal.

_

Passo em falso

Depois de dizer que o SUS poderia sofrer mudanças, o novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, voltou atrás em suas declarações e afirmou que o sistema está “estabelecido” e não passará por uma revisão de seu tamanho. Segundo ele, para cumprir o que prevê a Constituição — saúde universal —, é preciso rever a divisão de recursos e gastos do governo, referindo-se ao fato de que a Previdência tem ocupado os espaços orçamentários de outras áreas.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.