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Escolarização de jovens entre 15 e 17 anos tem baixo aumento

Estudo foi divulgado nesta quinta-feira e mostra que, entre 2012 e 2013, a taxa de jovens nessa faixa etária frequentando a escola subiu de 84,2% para 84,3%


	 Escolarização entre jovens de 15 a 17 anos está aumentando, mas em ritmo mais lento que os mais novos
 (Marcello Casal Jr./ Agência Brasil)

Escolarização entre jovens de 15 a 17 anos está aumentando, mas em ritmo mais lento que os mais novos (Marcello Casal Jr./ Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 18 de setembro de 2014 às 13h55.

Rio de Janeiro - A presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Wasmália Bivar, afirmou hoje (18) que o aumento da taxa de escolarização entre jovens de 15 a 17 anos é um dos principais desafios do país, conforme aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013.

O estudo foi divulgado nesta quinta-feira e mostra que, entre 2012 e 2013, a taxa de jovens nessa faixa etária frequentando a escola subiu de 84,2% para 84,3%, ou seja, apenas 1%.

"A escolarização está aumentando, mas em ritmo mais lento que os mais novos e os muito mais novos, que avançam de forma muito acelerada. A transição desses jovens de 15 a 17 anos para o mercado de trabalho é precoce", disse Wasmália. Segundo ela, o resultado são salários mais baixos ao longo da vida de quem não completou a escolarização: "A renda deles aumenta, mas ainda é inferior ao salário mínimo. Saindo da escola, é uma renda que vai permanecer na vida deles".

A presidente do instituto afirmou, ainda, que o aumento da taxa de desocupação de 7,2% na Pnad de 2013 é pontual, já que, na parte referente ao trabalho, a análise usa apenas os dados da última semana de setembro. "Falar em encolhimento do mercado é exagero", salientou. Lembrou que a taxa de desocupação de 6,5% é a segunda menor da série iniciada em 2001.

Sobre a variação pequena do Índice que mede a desigualdade no país, a presidenta observou uma tendência de estabilidade. Para Wasmália, a evolução da série histórica mostra uma melhora importante. Entretanto, acrescentou que a variação menor desde 2011 aponta para a necessidade de diversificação das políticas públicas relativas ao tema.

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