Erika Hilton: a deputada foi eleita para seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em 2022 (Zeca Ribeiro/Agência Câmara)
Repórter
Publicado em 4 de outubro de 2026 às 20h05.
Última atualização em 4 de outubro de 2026 às 23h01.
A deputada federal Erika Hilton (Psol) foi reeleita ao cargo com a segunda maior votação do estado de São Paulo nas eleições deste domingo, 4, atrás apenas de Lucas Pavanato (PL). Com 100% dos votos apurados, a parlamentar somou 1.596.472 votos. Já Pavanato totalizou 3.038.438 dos votos.
Erika Hilton foi eleita para seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em 2022. Ela e Duda Salabert (PDT-MG) foram as primeiras parlamentares trans da história da Casa.
Em 2024, Erika assumiu a liderança da bancada da federação Psol-Rede na Câmara, sucedendo Guilherme Boulos (Psol-SP). Com a escolha, tornou-se a primeira parlamentar trans a ocupar um cargo de liderança no Congresso Nacional.
Antes de chegar à Câmara dos Deputados, Erika foi eleita vereadora de São Paulo em 2020, tornando-se a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal. Com 50.508 votos, foi a mulher mais votada da disputa e a sexta colocada no ranking geral, atrás de nomes como Eduardo Suplicy (PT) e Milton Leite, então filiado ao DEM.
Além de Erika Hilton e Lucas Pavanato, a lista dos deputados federais mais votados de São Paulo inclui Sâmia Bomfim (PSOL), Kim Kataguiri (Missão), Tabata Amaral (PSB) e Renato Bolsonaro (PL).
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Os deputados federais são representantes eleitos pela população na Câmara dos Deputados, que junto ao Senado, compõe o Poder Legislativo.
Entre as atribuições dos deputados estão a elaboração, discussão e votação de leis e outras propostas de competência da União, além da fiscalização das ações do Poder Executivo, composto pelo presidente da República.
A votação começa pela escolha do deputado federal e todos os estados e o Distrito Federal têm direito a uma quantidade pré-definida de cadeiras.
A eleição para deputado federal ocorre pelo sistema proporcional.
Diferentemente da disputa para presidente, governador e senador, em que o resultado é determinado pela votação individual dos candidatos, a distribuição das cadeiras da Câmara leva em conta os votos recebidos pelos candidatos e pelos partidos ou federações. O eleitor vota em um candidato ou pode optar pelo voto na legenda.
Cada partido elege um número de candidatos a deputado proporcional ao número total de votos que recebeu em todos os seus candidatos a deputado, além dos votos na própria legenda. Este cálculo é chamado Quociente Eleitoral.
Como a quantidade de cadeiras é definida de acordo com a população de cada unidade da Federação, São Paulo tem o limite máximo de 70 deputados federais. O número total de representantes da Câmara é de 513, e cada estado e o Distrito Federal.