Brasil

Discutir anistia é 'uma afronta ao Judiciário', diz Gleisi Hoffmann

Para a chefe da articulação política de Lula, o projeto está "longe de abrir caminho para qualquer pacificação"

Agência o Globo
Agência o Globo

Agência de notícias

Publicado em 18 de setembro de 2025 às 07h08.

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que discutir anistia de condenados antes do trânsito em julgado é uma afronta ao Supremo Tribunal Federal (STF). Gleisi foi às redes sociais enquanto Hugo Motta colocou para votar a urgência da anistia no plenário da Câmara dos Deputados e citou que o "Brasil precisa de pacificação".

Para a chefe da articulação política de Lula, o projeto está "longe de abrir caminho para qualquer pacificação":

"Discutir anistia para quem tentou golpe de estado, antes mesmo do trânsito em julgado de sua condenação pelo STF, não é a agenda que interessa ao Brasil e à população. Longe de abrir caminho para qualquer pacificação, seria uma afronta ao Judiciário e à consciência democrática do país."

Gleisi ponderou, no entanto, que o Congresso tem competência para alterar a legislação penal "em um ambiente de serenidade, sem pressões":

"O Congresso Nacional tem plena competência para debater e eventualmente reformar a legislação penal que estabeleceu, num ambiente de serenidade, sem pressões de qualquer natureza."

O regime de urgência do projeto de lei que prevê anistia a envolvidos em atos golpistas foi aprovado na noite de quarta-feira, 17. No total, foram 311 votos a favor, 166 contra e 7 abstenções. 

Alternativa à proposta de anistia

Costurada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um texto alternativo ao da anistia prevê alteração do Código Penal e, com isso, a diminuição das penas dos autores de ataques às instituições. O projeto foca nos crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito.

Lula sinaliza abertura para reduzir penas

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não vê problemas com propostas do Congresso que preveem redução de penas aos condenados pelos ataques do 8 de Janeiro e beneficiam envolvidos de baixo escalão na trama golpista.

A fala de Lula ocorreu nesta quarta-feira em um almoço no Palácio da Alvorada com parlamentares do PDT, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, o ex-ministro Carlos Lupi e a ministra Gleisi Hoffmann.

Acompanhe tudo sobre:Gleisi HoffmannCâmara dos DeputadosJair Bolsonaro

Mais de Brasil

Rope jump: juiz cita 'tentativa de fuga' e 'negligência' para decretar prisão de instrutores

Produtor e DJ Lucas Frota está entre os mortos do acidente aéreo no Recreio

Quem são as seis vítimas de acidente entre helicópteros no RJ

Vídeo mostra incêndio causado por queda de helicópteros no Recreio dos Bandeirantes