Brasil

Destaque que elimina mudanças na pensão por morte é rejeitado

O parecer proposto pelo PT proibia o acúmulo de aposentadoria e pensão, exceto para o valor de até dois salários mínimos

Arthur Maia: a regra proposta pelo relator prevê como pensão 50% da aposentadoria do cônjuge que faleceu mais 10% por dependente, até 100% (Agência Brasil/Agência Brasil)

Arthur Maia: a regra proposta pelo relator prevê como pensão 50% da aposentadoria do cônjuge que faleceu mais 10% por dependente, até 100% (Agência Brasil/Agência Brasil)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de maio de 2017 às 17h04.

Priorizar nos meus resultados Google

A Comissão Especial da Reforma da Previdência (PEC 287/16) rejeitou, por 23 votos a 14, destaque do PT que pretendia eliminar as novas regras de cálculo da pensão por morte.

Com isso, fica mantido trecho do texto-base do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), aprovado na semana passada.

O parecer proíbe o acúmulo de aposentadoria e pensão, exceto para o valor de até dois salários mínimos (R$ 1.874,00 hoje).

Regra nova

A regra proposta por Arthur Oliveira Maia prevê como pensão 50% da aposentadoria do cônjuge que faleceu mais 10% por dependente, até 100%.

Assim, se um casal tiver um filho, por exemplo, a pensão será equivalente a 70% da aposentadoria, mas somente até a maioridade do filho.

O deputado Pepe Vargas (PT-RS) destacou ainda o exemplo de uma dona-de-casa cujo marido ganha R$ 2.500 de aposentadoria.

Pelas regras atuais, teria hoje uma pensão de mesmo valor caso ficasse viúva. Com a reforma, a pensão será reduzida para R$ 1.500, ou 60% do montante previsto atualmente. “É cruel”, disse.

Necessidade

O deputado Júlio Lopes explicou que a reforma da Previdência é necessária para garantir os pagamentos de benefícios no futuro. “Se não fizermos isso agora, teremos que fazer mais tarde”, afirmou.

O deputado Darcisio Perondi (PMDB-RS) disse que o custo das pensões é de R$ 200 bilhões por ano.

“É duas vezes o que o Sistema Único de Saúde gasta por ano. É preciso ter mais dinheiro para saúde e educação.”

Se aprovada pela comissão especial, a proposta de emenda à Constituição precisa ser votada em dois turnos pelo Plenário.

São necessários pelo menos 308 votos para ser aprovada e encaminhada para análise do Senado.

A reunião acontece no plenário 2.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da Agência Câmara.

Acompanhe tudo sobre:Câmara dos DeputadosFundos de pensãoGoverno TemerReforma da Previdência

Mais de Brasil

Pesquisa Atlas/Focus: Elmano tem 49% e Ciro, 47,6%, no 1º turno no Ceará

Lula cancela ida a comício em Juiz de Fora por mau tempo

TSE manda remover post de Nikolas por distorsão de fala de Lula sobre exame de próstata

Lula dará entrevista ao podcast Flow no mesmo horário do debate presidencial da TV Globo