Brasil

Flávio Bolsonaro muda o tom e diz que votará pelo fim da escala 6x1

No entanto, candidato voltou a defender liberdade na jornada de trabalho. Votação da PEC em primeiro turno está prevista para esta quarta-feira, 14

6x1: votação da PEC em primeiro turno está prevista para quarta-feira, 14 ( Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro/Divulgação)

6x1: votação da PEC em primeiro turno está prevista para quarta-feira, 14 ( Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro/Divulgação)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 13 de outubro de 2026 às 17h29.

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A 12 dias do segundo turno, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta terça-feira, 13, apoio à PEC que prevê o fim da escala 6x1 e afirmou que votará a favor do texto. A votação em primeiro turno está prevista para quarta-feira, 14, no plenário do Senado.


A 12 dias do segundo turno das eleições, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou apoio à proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Em conversa com jornalistas nesta terça-feira, 13, o senador e candidato à Presidência afirmou que votará a favor do texto porque "é o que a maioria dos trabalhadores brasileiros quer". 

"A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6x1. Então, eu vou votar a favor. Só que a gente defende algo ainda melhor. Eu queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar sua jornada de trabalho. Como é que fica a pessoa que trabalha de home office? Isso não está definido na PEC. (...) Mas acho que é um processo de evolução. A gente tem que buscar fazer com que o trabalhador tenha direito a uma folga maior, sim", disse, após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

A declaração representa uma mudança de tom. Durante a campanha, o candidato chegou a dizer que a proposta do governo Lula era "oportunista" e, até então, evitava assumir uma posição, defendendo um modelo alternativo, baseado na flexibilização da jornada e na remuneração proporcional às horas trabalhadas.

A votação da PEC em primeiro turno está prevista para esta quarta-feira, 14, no plenário do Senado.

Em outro momento, Flávio argumentou que a mudança pode aumentar os custos para as empresas e levar trabalhadores à informalidade. 

"O governo é que vai ter que bancar essa compensação, porque, obviamente, quando você reduz a jornada de trabalho, será necessária a contratação de mais pessoas. Tem o risco de muita gente ir para a informalidade. Então, isso tudo a gente está pesando. Mas, de novo, o meu voto vai ser conforme a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro", disse.

No Senado, além do PL, partidos de oposição ao governo devem liberar suas bancadas para votar a proposta, segundo a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela foi escolhida para mediar as conversas entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e os partidos sobre a tramitação da PEC.

(Com informações do O Globo)


'Perguntas frequentes'

Flávio Bolsonaro apoia o fim da escala 6x1? +

Sim. Flávio Bolsonaro afirmou que votará a favor da PEC que prevê o fim da escala 6x1 porque, segundo o senador, a maioria dos trabalhadores brasileiros deseja a mudança.

Quando será a votação da PEC do fim da escala 6x1? +

A votação da PEC em primeiro turno está prevista para quarta-feira, 14, no plenário do Senado.

Flávio Bolsonaro sempre apoiou a PEC do fim da escala 6x1? +

Não. Durante a campanha, Flávio Bolsonaro classificou a proposta do governo Lula como “oportunista” e evitou assumir uma posição sobre o texto.

Qual modelo de jornada Flávio Bolsonaro defendia antes? +

Flávio Bolsonaro defendia um modelo alternativo, baseado na flexibilização da jornada de trabalho e na remuneração proporcional às horas trabalhadas.

Quais riscos Flávio Bolsonaro vê no fim da escala 6x1? +

Flávio Bolsonaro argumentou que a redução da jornada pode aumentar os custos das empresas, exigir novas contratações e levar trabalhadores à informalidade. O senador também defendeu que o governo arque com a compensação.

Como os partidos de oposição devem votar a PEC? +

Além do PL, partidos de oposição ao governo devem liberar suas bancadas para votar a proposta, segundo a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela foi escolhida para mediar as conversas sobre a tramitação da PEC entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e os partidos.

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