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Defesa da J&F diz que houve interpretação precipitada sobre áudio

O comunicado veio após Janot determinar investigação para apurar indícios da prática de crimes omitidos por delatores da J&F

JBS: "O diálogo em questão é composto de meras elucubrações, sem qualquer respaldo fático" (Paulo Whitaker/Reuters)

JBS: "O diálogo em questão é composto de meras elucubrações, sem qualquer respaldo fático" (Paulo Whitaker/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 4 de setembro de 2017 às 21h02.

São Paulo - O grupo J&F divulgou, na noite desta segunda-feira, 4, uma nota em que diz que "a interpretação precipitada dada ao material entregue pelos próprios executivos à Procuradoria-Geral da República será rapidamente esclarecida, assim que a gravação for melhor examinada".

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou nesta segunda-feira que instaurou uma investigação sobre as tratativas da delação dos executivos do Grupo J&F, controlador da JBS. Ele anunciou que foram encontrados fatos 'gravíssimos' em novos áudios obtidos pela PGR, o que pode gerar a rescisão do acordo.

Segundo o comunicado da J&F, "conforme declarou a própria PGR, em nota oficial, o diálogo em questão é composto de 'meras elucubrações, sem qualquer respaldo fático'. Ou seja, apenas cogitações de hipóteses - não houve uma palavra sequer a comprometer autoridades".

"É verdade que ao longo do processo de decisão que levou ao acordo de colaboração, diversos profissionais foram ouvidos - mas em momento algum houve qualquer tipo de contaminação que possa comprometer o ato de boa fé dos colaboradores", conclui a J&F, na nota.

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