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Defesa Civil do Rio reforça sistema de proteção contra chuva

Núcleos Comunitários de Defesa Civil estão operando em 193 locais do estado e devem ser ampliados com a criação de novas estruturas

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 20 de fevereiro de 2015 às 17h18.

Rio de Janeiro - As fortes chuvas que costumam atingir o estado do Rio de Janeiro nos meses de verão motivaram a Defesa Civil do estado a reforçar o sistema de proteção baseado no trabalho dos moradores das próprias comunidades.

Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) estão operando em 193 locais do estado e serão ampliados com a criação de novas estruturas.

A prioridade é aumentar o sistema nos municípios da região serrana, Baixada Fluminense, Região Metropolitana e no município de Angra dos Reis, no sul do estado.

O diretor do departamento de Defesa Civil Estadual do Rio, coronel Paulo Renato Vaz, explicou que os Nudecs formam uma rede vital em caso de grandes catástrofes, pois tem a participação direta dos moradores, que são treinados a atuarem em situações de risco.

“Os núcleos de Defesa Civil são as células mais importantes do sistema de proteção. São compostas pela própria sociedade organizada, por meio de voluntários e de pessoas que moram nessas comunidades localizadas em áreas de risco geológico”, disse.

Segundo Vaz, uma das prioridades é a região serrana, palco de uma das maiores tragédias naturais do país, em janeiro de 2011, quando cerca de 900 pessoas morreram ou desapareceram após fortes chuvas que atingiram os municípios da serra, principalmente Teresópolis e Nova Friburgo.

“Nós estamos trabalhando mais incisivamente na região serrana, onde nós temos 42 unidades de proteção comunitária, funcionando com auxílio de sirenes e alarmes contra as chuvas fortes.”

Na época, o trabalho de voluntários foi fundamental para socorrer as vítimas, pois grande parte dos desabrigados estava em locais quase inacessíveis, com as estradas transformadas em verdadeiros rios de pedras e lama.

Com a queda de postes de telefonia e a falta de energia, uma das saídas foi a formação de uma rede de radioamadores, que ajudavam a localizar sobreviventes e passar informações às equipes de resgate.

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