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Barroso dá 72h a Bolsonaro; Prejuízo da Netshoes triplica; Novas sedes da Amazon e mais…
Jeff Bezos, CEO da Amazon: Nova York e Arlington foram escolhidas para abrigar as novas sedes da varejista (David Ryder/Getty Images)
Jeff Bezos, CEO da Amazon: Nova York e Arlington foram escolhidas para abrigar as novas sedes da varejista (David Ryder/Getty Images)
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redação exame

Publicado em 14/11/2018 às 07:06.

Última atualização em 14/11/2018 às 07:26.

Barroso: 72h para se explicar

O ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), apresente dentro de um prazo de 72 horas esclarecimentos e documentos complementares para sanear problemas na prestação de contas de sua campanha, identificados pela área técnica do tribunal. Um relatório da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) do TSE apontou uma série de irregularidades e indícios de omissão de gastos eleitorais na prestação de contas da campanha de Bolsonaro. A decisão de Barroso atende a pedido da Asepa, que havia solicitado que o ministro concedesse um prazo de 72 horas para que Bolsonaro complementasse dados e a documentação, além de apresentar esclarecimentos sobre as dúvidas levantadas.

Bolsonaro recua

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta terça-feira (13), que o Trabalho não perderá o status de ministério, mas será fundido com outra pasta, que ainda não foi definida. “Será Ministério ‘disso’, ‘disso’ e Trabalho”, exemplificou. “Trabalho vai continuar com status de ministério”, acrescentou. Para Bolsonaro, será como a composição atual do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com várias áreas em uma única pasta. Bolsonaro também recuou de colocar o ensino superior sob a batuta do ministério da Ciência e Tecnologia — continuará com o Ministério da Educação. Sobre a nomeação de novos ministros, Bolsonaro afirmou que há tempo para as definições.

Mais um militar

O general Fernando Azevedo e Silva foi anunciado nesta terça-feira (13) pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) como ministro da Defesa de seu governo. Atualmente, o militar é assessor especial do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal. O anúncio foi feito por Bolsonaro em sua conta no Twitter pouco após pousar na base área de Brasília em voo que partiu no início da manhã do Rio de Janeiro, e confirma mais um general do Exército no primeiro escalão do próximo governo. Silva ocupará o lugar inicialmente reservado para o general Augusto Heleno que, na semana passada, foi indicado para ocupar o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) em vez do Ministério da Defesa. Com o general, já são cinco os ministros definidos por Bolsonaro. Além de Azevedo e Silva na Defesa, já foram confirmados por Bolsonaro o economista Paulo Guedes na Economia; o astronauta Marcos Pontes na Ciência e Tecnologia; a deputada federal Tereza Cristina na Agricultura e o deputado federal Onyx Lorenzoni na Casa Civil.

Netshoes: prejuízo triplica

A plataforma de comércio eletrônico Netshoes viu seu prejuízo quase triplicar no terceiro trimestre, ampliando os problemas da companhia que tem lutado com uma combinação de queda nas vendas e fechamento de unidades de negócios. A empresa que tem no Brasil seu principal mercado, mas cujas ações são listadas na Nasdaq, afirmou nesta terça-feira que teve prejuízo líquido de 140,6 milhões de reais de julho a setembro, ante resultado negativo um ano antes de 47,8 milhões. Apesar do crescimento de 18,2 por cento no número de clientes no período de 12 meses encerrado em setembro, a receita líquida da companhia encolheu 3,2 por cento no terceiro trimestre contra um ano antes, a 417,8 milhões de reais.

Varejo em queda

As vendas no varejo do Brasil recuaram mais do que o esperado e registraram o pior desempenho para setembro em 18 anos, devido às perdas em supermercados e combustíveis, indicando incertezas para os últimos meses de 2018 após encerrarem o terceiro trimestre com estagnação. Em setembro, as vendas no varejo caíram 1,3% em relação a agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Este foi o pior resultado para o mês na série histórica iniciada em 2000 e bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,2%. Em relação ao mesmo mês de 2017, as vendas apresentaram ganho 0,1%, também bem abaixo da projeção na pesquisa de alta de 1,6%.

Amazon anuncia

Nova York e Arlington foram escolhidas para abrigar as novas sedes da varejista Amazon. Segundo o resultado divulgado nesta terça, as duas cidades ficarão nos Estados unidos. A busca pela nova sede começou em 2017 e levou 238 cidades a se inscreverem para receber os investimentos da varejista, uma vez que a companhia investiria mais de 5 bilhões de dólares nas novas unidades. “Esses dois lugares irão nos permitir atrair talentos globais, que vão nos ajudar a inventar cada vez mais para os consumidores nos próximos anos. Nosso time fez um grande trabalho selecionando essas cidades. Estamos ansiosos para nos tornar uma parte importante dessas comunidades”, disse o presidente da Amazon, Jeff Bezos, em comunicado.

CNN processa

A rede de notícias CNN entrou com um processo contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e vários de seus assessores nesta terça-feira, 13 de novembro. A razão da ação, explica a emissora, é o banimento do jornalista Jim Acosta, que teve sua credencial suspensa pela Casa Branca na semana passada por um desentendimento com Trump durante uma coletiva de imprensa. A emissora alega que a retirada da credencial de imprensa de Acosta é uma violação à Primeira e Quarta Emenda da Constituição americana, que tratam da liberdade de expressão e da apreensão dos bens de uma pessoa sem motivo razoável ou mandado judicial. A CNN pede, ainda, que o documento seja imediatamente restaurado ao jornalista. O incidente que gerou a decisão da Casa Branca sobre Acosta ocorreu durante uma entrevista coletiva na qual Trump avaliou os resultados das eleições de meio de mandato realizadas nesta terça-feira. O jornalista da CNN entrou em uma tensa discussão com o presidente, que, depois de responder a várias das suas perguntas, lhe retirou a palavra. “Largue o microfone… Te direi uma coisa, a ‘CNN’ deveria estar envergonhada de si mesma por ter você trabalhando para eles. É um mal-educado, uma pessoa terrível”, disse Trump enquanto Acosta disputava o microfone com uma estagiária.