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Crivella prevê menos arrecadação e promete corte de gastos

Crivella voltou a prometer austeridade, citando corte de secretarias e de cargos por indicação na prefeitura

Marcelo Crivella: prefeito eleito quer renegociar empréstimos com o BNDES e a Caixa (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Marcelo Crivella: prefeito eleito quer renegociar empréstimos com o BNDES e a Caixa (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

AB

Agência Brasil

Publicado em 28 de dezembro de 2016 às 13h16.

O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, voltou hoje (28) a prometer austeridade e cortes em seu governo, que terá início na semana que vem. Crivella visitou na manhã desta quarta-feira o Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte da cidade.

"A realidade é de uma crise grave, de R$ 4 bilhões de déficit nesse novo orçamento, e em que vamos precisar da compreensão e do sacrifício de todos. E nem pensar em investimento. Neste momento temos que pensar em diminuir essa fila do Sisreg [sistema que regula atendimentos do SUS], e é nisso que estamos trabalhando", disse Crivella.

O futuro prefeito afirmou que a previsão da Secretaria de Fazenda do município é que as despesas cheguem a R$ 29 bilhões e a arrecadação despenque.

O prefeito defendeu a decisão de reduzir para 12 o número de secretarias e cortar pela metade o número de cargos de livre indicação.

Crivella disse ainda que pretende renegociar empréstimos com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal.

Segundo ele, a prefeitura adquiriu R$ 10 bilhões em empréstimos nos últimos oito anos, e as duas instituições são as maiores credoras.

Crivella evitou comentar sobre o reajuste das passagens de ônibus municipais e disse que só responderá a perguntas sobre o tema "a partir do dia 2". A posse será neste domingo (1º), e ele participa hoje de um almoço com o atual prefeito, Eduardo Paes.

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