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Remy Sharp
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A Câmara dos Deputados instalou a CPI do MST, nesta quarta-feira. O colegiado pretende investigar supostas irregularidades associadas à atuação do Movimento dos Sem Terra e os possíveis financiadores de invasões a terras produtivas pelo Brasil.

Desde que foi anunciada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a CPI do MST virou alvo de preocupação do governo e de parlamentares petistas. O temor de desgaste que a comissão pode trazer cresceu com a possibilidade de que o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (PL-SP) seja indicado relator e o Coronel Zucco seja designado presidente.

Abril vermelho

As invasões promovidas pelo MST durante o abril vermelho, que incluiu uma área da Embrapa em Pernambuco, provocaram descontentamento no Palácio do Planalto. O receio principal é que o relator crie uma narrativa para criminalizar o movimento. As ocupações promovidas pelo MST neste início de ano têm gerado mobilização negativa contra o governo Lula nas redes sociais.

Em outra frente, os sem-terra tentaram recorrer à Justiça para barrar a CPI com a alegação de falta de objeto específico. O argumento foi de que o requerimento pede a investigação do movimento em si, e não de uma ação específica praticada.

Petistas escalam seu time

Líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR) anunciou os nomes escolhidos pelo partido para duelar com bolsonaristas na CPI do MST: Padre João (MG), Nilto Tatto (SP), Valmir Assunção (BA), Paulão (AL), Gleisi Hoffmann (PR), João Daniel (SE), Dionilso Marcon (RS) e Camila Jara (MS) foram os designados.

Dos nomes citados, Marcon, Assunção e Daniel são nomes ligados diretamente ao MST. Marcon é agricultor assentado da Reforma Agrária. Iniciou sua trajetória política em 1987 como membro da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, foi acampado por 4 anos, fez parte da direção do MST e assentado em 1994. Valmir Assunção, por sua vez, participou das primeiras lutas do MST na Bahia, contribuindo no trabalho de base, organização das famílias e ocupação de latifúndios. Em sua descrição no Twitter, João Daniel se descreve como "militante do MST".

Em entrevista, Zeca Dirceu afirmou que a atuação do grupo buscará dissociar a imagem do Movimento Sem Terra de atos ilícitos e desrespeitos ao direito à propriedade privada.

"Infelizmente a oposição tenta manchar o nome do MST e da sua luta pela reforma agrária e da luta pela terra. Nosso trabalho será transformar esta CPI equivocada em uma CPI da verdade, que acabe com esta perseguição. Nem o MST, nem a nossa bancada discorda do direito à propriedade privada. Mas, a verdade precisa ser mostrada", disse.

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