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Conselho de Ética adia votação de processo contra Alberto Fraga

PSOL pede a cassação do deputado, alegando que ele abusou de suas prerrogativas constitucionais ao divulgar informações falsas sobre Marielle Franco

Alberto Fraga: deputado acusou Marielle de ser ex-esposa de traficante, usuária de drogas e defensora do Comando Vermelho (Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados/Divulgação)

Alberto Fraga: deputado acusou Marielle de ser ex-esposa de traficante, usuária de drogas e defensora do Comando Vermelho (Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados/Divulgação)

AB

Agência Brasil

Publicado em 22 de maio de 2018 às 21h56.

Ficou para a semana que vem a votação do parecer que pede o arquivamento da representação contra o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, acusado de caluniar a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no último dia 14 de março.

A representação foi apresentada pelo PSOL, que pede a cassação do mandato de Fraga. O partido argumenta que o deputado "abusou de suas prerrogativas constitucionais" ao divulgar no twitter informações falsas sobre a vereadora. O deputado escreveu na rede social que Marielle "engravidou aos 16 anos", era ex-esposa do traficante Marcinho VP, usuária de drogas e defensora do Comando Vermelho

Alegando que Fraga já pediu desculpas pelo ocorrido, o deputado Adilton Sachetti (PRB-MT) relator da representação, apresentou parecer sugerindo que o caso seja arquivado. Após debate entre os parlamentares, porém, a votação não ocorreu porque o deputado Pompeo de Matos (PDT-RS) pediu vistas da matéria.

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