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Comitê não foi notificado sobre limitação no uso de recursos

O MPF entrou com ações na Justiça para que os governos federal, estadual e municipal não gastem verba pública para custear estruturas temporárias da Copa


	Copa das Confederações: procuradores avaliam que na Copa das Confederações em julho, foram gastos R$ 229 milhões nessa modalidade de despesa
 (Tânia Rêgo/ABr)

Copa das Confederações: procuradores avaliam que na Copa das Confederações em julho, foram gastos R$ 229 milhões nessa modalidade de despesa (Tânia Rêgo/ABr)

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Da Redação

Publicado em 23 de outubro de 2013 às 13h44.

Rio de Janeiro – O chefe do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, Ricardo Trade, afirmou hoje (23) que ainda não foi notificado oficialmente sobre os questionamentos do Ministério Público Federal a respeito de gastos públicos com estruturas temporárias.

"Não fomos notificados ainda e não posso falar sobre isso, mas é preciso entender que a Copa do Mundo é realizada nesse formato, e esses compromissos foram assumidos cinco anos atrás", comentou Ricardo Trade.

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ações na Justiça Federal para que os governos federal, estadual e municipal não gastem verba pública para custear estruturas temporárias e de telecomunicações da Copa do Mundo de 2014.

O MPF calcula que a medida economizaria R$ 1,2 bilhão em recursos públicos.

A justificativa do MPF é que, por se tratar de evento privado, o governo não pode dispor de dinheiro público para comprar itens temporários que não vão deixar benefícios para a população, como cadeiras, tendas, plataformas e passarelas.

Os procuradores avaliam que na Copa das Confederações em julho, foram gastos R$ 229 milhões nessa modalidade de despesa.

O MPF também entende que não é responsabilidade do Poder Público custear despesas com infraestrutura de telecomunicações para a Copa, gastos que devem ser custeados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) e pelo Comitê Organizador Local.

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