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Cirurgia de Bolsonaro deve demorar 4h; entenda procedimento

Ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado

Bolsonaro: ex-presidente passa por cirurgia de 4h (Ton Molina/Getty Images)

Bolsonaro: ex-presidente passa por cirurgia de 4h (Ton Molina/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 25 de dezembro de 2025 às 11h10.

O ex-presidente Jair Bolsonaro iniciou na manhã desta quinta-feira, 25, Dia de Natal, uma cirurgia no hospital DF Star, em Brasília. O procedimento começou por volta das 9h15 e deve durar cerca de quatro horas.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, mas a internação não interfere na execução da pena, conforme esclareceu o ministro Alexandre de Moraes.

O ex-presidente passou por exames e preparo pré-operatório na quarta-feira, 24, para a cirurgia de correção de uma hérnia inguinal bilateral, procedimento eletivo indicado para prevenir complicações e reforçar a musculatura da região da virilha.

A hospitalização foi autorizada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, após perícia da Polícia Federal (PF) apontar a necessidade da intervenção médica. A expectativa é de que ele permaneça na unidade médica de cinco a sete dias.

O pós-operatório inclui controle da dor, fisioterapia para mobilização precoce e cuidados para evitar trombose e problemas respiratórios.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanha o ex-presidente no hospital, e os filhos Flávio e Carlos Bolsonaro estiveram presentes pouco antes do início da cirurgia.

A própria Michelle informou sobre a ida de Bolsonaro ao centro cirúrgico em publicação nas redes sociais na manhã desta quinta.

O que Bolsonaro tem?

A hérnia inguinal acontece quando parte do intestino se projeta por pontos enfraquecidos na parede abdominal, na região da virilha. Quando o problema é bilateral, a protrusão ocorre em ambos os lados.

A cirurgia tem como objetivo corrigir essa saída do intestino e diminuir os riscos de dor, aprisionamento da hérnia e outras complicações de saúde.

Embora seja considerada eletiva, a intervenção foi recomendada para evitar o agravamento do quadro. Realizada sob anestesia geral, a cirurgia reposiciona o conteúdo abdominal e reforça a musculatura da virilha, área onde a parede abdominal apresenta enfraquecimento.

Além de corrigir a hérnia, os médicos avaliam a possibilidade de um bloqueio anestésico do nervo frênico, indicado para tratar crises persistentes de soluços que Bolsonaro tem apresentado nos últimos meses.

O nervo frênico controla a contração do diafragma, músculo essencial para a respiração. Até a manhã desta quinta-feira, ainda não havia definição sobre o momento ideal para realizar esse procedimento.

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