Brasil

CDHU abre licitação de R$ 264,5 milhões para projetos habitacionais

A concorrência contempla a contratação de empresas ou consórcios para elaboração de projetos multidisciplinares, em formato convencional (2D) e na metodologia BIM

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 11h00.

Última atualização em 2 de março de 2026 às 13h30.

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) lançou edital de licitação no valor de R$ 264,5 milhões para contratar serviços técnicos especializados voltados a projetos habitacionais e de urbanização em todo o estado de São Paulo.

A abertura dos envelopes está prevista para 4 de maio de 2026.

A concorrência contempla a contratação de empresas ou consórcios para elaboração de projetos multidisciplinares, em formato convencional (2D) e na metodologia BIM, sigla para Building Information Modeling, modelagem da informação da construção.

Os serviços incluem a implantação de empreendimentos habitacionais e institucionais, além de ações de requalificação urbana e urbanização de assentamentos precários.

Os contratos terão vigência de 18 meses a partir da assinatura, com prazo de execução de até 12 meses após a emissão da Ordem de Início de Serviços (OIS).

O edital foi dividido em lotes regionais, definidos com base em critérios técnicos e administrativos, como geomorfologia, hidrografia, presença de áreas ambientalmente protegidas e nível de adensamento territorial. A modelagem considera estimativas de demanda e características urbanas de cada localidade.

As empresas poderão disputar mais de um lote, mas, segundo as regras do edital, cada proponente poderá ser contratada para apenas um, conforme a ordem de classificação e a preferência indicada na proposta comercial.

Os projetos poderão ser desenvolvidos tanto em 2D quanto em BIM, conforme avaliação prévia da CDHU.

No modelo BIM, os empreendimentos são estruturados a partir de modelos digitais georreferenciados, o que permite integrar dados técnicos ao longo do ciclo da obra, do estudo de implantação à fase de operação e manutenção.

Segundo a companhia, a adoção do BIM busca padronizar processos e ampliar a capacidade de planejamento e controle das intervenções. A metodologia já foi aplicada em projetos-piloto nos municípios de Borborema e Águas de Lindóia, que serviram de base para a definição de parâmetros técnicos internos.

Em 2024, a CDHU instituiu um Comitê BIM e contratou gestão especializada para mapear processos e estabelecer padrões para novas contratações com uso da metodologia. A atual licitação amplia esse escopo e sinaliza a intenção de incorporar o modelo às futuras demandas da companhia.

Acompanhe tudo sobre:Habitação no BrasilEstado de São Paulo

Mais de Brasil

Vorcaro decide trocar de advogado após STF formar maioria pela manutenção da prisão, diz jornal

Jair Bolsonaro está estável, mas sem previsão de alta, diz médico

O que é broncopneumonia, doença que causou internação de Bolsonaro?

Lula proíbe vinda de Beattie ao Brasil após EUA 'bloquearem visto de Padilha'