Brasil

CCJ discute parecer sobre reforma da Previdência; acompanhe

O parecer do relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), recomenda a aprovação do texto enviado pelo Poder Executivo

CCJ: deputados voltam a discutir o relatório da reforma da Previdência (Pablo Valadares/Agência Câmara)

CCJ: deputados voltam a discutir o relatório da reforma da Previdência (Pablo Valadares/Agência Câmara)

RT

Rikardy Tooge

Publicado em 17 de abril de 2019 às 11h03.

Última atualização em 17 de abril de 2019 às 12h29.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados está reunida neste momento para votar a proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência (PEC 6/19). A discussão do texto foi encerrada ontem, após mais de 12 horas de debate.

O parecer do relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), recomenda a aprovação do texto enviado pelo Poder Executivo.

O encerramento da fase de discussão só foi possível graças a um esforço de parlamentares favoráveis ao texto, que ou abriram mão de suas falas ou falaram por tempo menor que o estipulado.

Eram mais de 120 deputados inscritos para debater. Segundo o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), ao todo falaram 55 deputados contrários à reforma, 19 favoráveis e 14 líderes partidários.

Se a reforma da Previdência for aprovada pela CCJ, seguirá para a análise de uma comissão especial e, depois, do Plenário da Câmara.

Acompanhe ao vivo:

yt thumbnail

Pontos polêmicos

Mesmo com a possibilidade de a votação acontecer nesta quarta-feira (17), ainda há integrantes do colegiado que se articulam para adiar a votação para semana que vem ou – se for votada nesta quarta – para alterar pontos polêmicos do texto.

Logo na abertura da CCJ, a oposição apresentou 24 requerimentos de obstrução. Deputados contrários à proposta do governo prometem apresentar novos requerimentos ao longo da sessão.

Além disso, deputados do Centrão querem retirar da reforma, já na CCJ, pontos polêmicos como o fim do pagamento da multa do FGTS e a restrição ao abono salarial, além do sistema de capitalização.

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), afasta a possibilidade de a base ceder, neste momento, e aceitar a votação de um relatório sem os chamados “jabutis” da reforma.

Para o deputado, não vale a pena para o governo aceitar alterações já que, segundo ele, já houve o desgaste de se admitir que a PEC pode ser votada na semana que vem.

Obstrução

A oposição quer obstruir a sessão com requerimentos que pedem desde a retirada da proposta da CCJ até o a votação nominal da admissibilidade da reforma, o que leva mais tempo do que o modelo eletrônico.

Opositores tentarão, ainda, inverter a ordem dos trabalhos e pedir a votação de itens separados do relatório, e não do parecer como um todo.

Para a votação ser iniciada, é necessária a presença de 34 dos 66 integrantes da CCJ. A dúvida é se haverá quórum suficiente na hora da votação, já que deputados pretendem viajar ainda nesta quarta para o feriado de Páscoa.

Acompanhe tudo sobre:Câmara dos DeputadosReforma da Previdência

Mais de Brasil

Fernando Haddad anuncia pré-candidatura ao governo de São Paulo

André Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para Superintendência da PF em Brasília

Após assembleia, caminhoneiros desistem de greve nacional, dizem lideranças

Lula diz que Haddad é o ministro 'mais exitoso da história' e faz críticas a Tarcísio de Freitas