Cardozo nega ter tratado de Lava Jato em encontro com Janot

Segundo o ministro, a conversa foi sobre um pacote de medidas legislativas para combate à corrupção

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, confirmou nesta quinta-feira, 26, que se reuniu com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na noite de ontem, no gabinete do Procurador.

Cardozo negou, contudo, que o encontro tenha sido usado para discutir os desdobramentos da Operação Lava Jato. Segundo ele, a conversa foi sobre um pacote de medidas legislativas para combate à corrupção.

O encontro não constou das agendas oficiais de nenhuma das autoridades. Ao fim de um evento com secretários de Segurança Pública do País na manhã desta quinta-feira, Cardozo disse que a reunião já havia sido marcada há algum tempo para tratar de "medidas legislativas de combate à corrupção", uma das promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff.

"Eu estou preparando um conjunto de medidas por determinação da presidente da República acerca do enfrentamento da corrupção e uma delas, que já tinha sido objeto de uma conversa anterior com o doutor Rodrigo Janot, ao menos sinalizada, diz respeito a uma atividade comum entre o Executivo e o Ministério Público Federal", declarou o ministro.

Cardozo disse que Janot o procurou na tarde de ontem, dizendo que teria disponibilidade para o encontro, que ocorreu por volta das 19h30 no gabinete do procurador.

"Nós não tratamos de Lava Jato. Eu e o doutor Rodrigo Janot apenas conversamos sobre as linhas gerais dessa situação", declarou.

A reunião entre Cardozo e Janot acontece menos de um mês após o ministro ter recebido advogados da construtora Odebrecht, citada no escândalo que envolve a Petrobras.

Além disso, a expectativa é de que Janot envie nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal (STF) a lista com o nome de parlamentares que serão investigados na Operação Lava Jato.

No início da semana, a previsão era de que os pedidos de abertura de inquérito ou oferta de denúncia chegassem até sexta-feira, agora o governo começa a trabalhar com o prazo de segunda ou terça-feira, embora Janot viesse falando que pretendia concluir o trabalho da procuradoria até o fim de fevereiro.

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