Brasil

Candidato Pastor Everaldo defende livre mercado

Em reunião com empresários, ele afirmou que seria leviano dizer que diminuiria a carga tributária de imediato, mas propôs extinguir a Cofins gradualmente


	Pastor Everaldo sobre reforma política: "meu partido já apresentou projeto para o fim do voto obrigatório"
 (Reprodução/TV Globo)

Pastor Everaldo sobre reforma política: "meu partido já apresentou projeto para o fim do voto obrigatório" (Reprodução/TV Globo)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de agosto de 2014 às 14h00.

São Paulo - O candidato do PSC à Presidência, Pastor Everaldo, reafirmou seu compromisso com o livre mercado e defendeu as reformas política e tributária, em reunião com empresários do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE).

Em resposta às solicitações dos empresários, o candidato afirmou que seria leviano dizer que, se eleito, diminuirá a carga tributária de imediato, mas deu como exemplo a proposta de extinguir a Cofins gradualmente.

Já em relação à reforma política, Pastor Everaldo afirmou que três ações são possíveis de serem tomadas de imediato. "Meu partido já apresentou projeto para o fim do voto obrigatório e o fim das coligações proporcionais, para que as pessoas votem na ideologia do partido", afirmou.

Outra ação seria determinar que as alianças majoritárias não aumentarão o tempo de televisão nas campanhas eleitorais, ou seja, o partido que lidera a coligação ficaria somente com o tempo de TV que já tem. "O voto distrital seria uma segunda ou terceira etapa da reforma política", disse o candidato.

Pastor Everaldo também defendeu a reforma do pacto federativo, transferindo mais responsabilidades para os âmbitos municipais e estaduais, e o Estado mínimo como forma de reduzir a corrupção. "A Petrobras é uma vergonha, afundada em dívidas e foco de corrupção", disse.

Os compromissos foram assumidos após a apresentação de apelos dos empresários no início da reunião, entre eles a descentralização do Estado; a reforma política, com voto distrital misto (combinação dos votos proporcional e majoritário); e a intensificação das relações comerciais do Brasil com países desenvolvidos.

"A relação com emergentes é importante, mas não pode substituir relação com Europa e Estados Unidos", afirmou Mario Ernesto Humberg, primeiro coordenador geral do PNBE. Segundo ele, existe uma "convergência de pensamentos" entre os empresários e o candidato do PSC.

Humberg avaliou que Pastor Everaldo tem sido o mais "direto" entre os candidatos e que falta coragem a outros presidenciáveis. Alguns empresários chegaram a dizer que o discurso político do candidato sobre iniciativa privada soa como "sinfonia" aos ouvidos.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilEmpresáriosEleiçõesEleições 2014Carga tributáriaReforma política

Mais de Brasil

Aldo Rebelo lança pré-candidatura à Presidência em janeiro

Ciclone extratropical deixa Sul do Brasil em alerta neste fim de semana

Lula nomeia ministro interino da Justiça após saída de Lewandowski

Congresso analisará 70 vetos de Lula na fila, incluindo dosimetria