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Câmara encerra sessão sem votar distritão e fundo eleitoral

Para que as novas regras entrem em vigor já em 2018, os parlamentares têm até o dia 7 de outubro para aprovar as mudanças

Plenário da Câmara dos Deputados em Brasília (Ueslei Marcelino/Reuters)

Plenário da Câmara dos Deputados em Brasília (Ueslei Marcelino/Reuters)

Valéria Bretas

Valéria Bretas

Publicado em 16 de agosto de 2017 às 21h17.

Última atualização em 16 de agosto de 2017 às 22h18.

São Paulo – Nesta quarta-feira (16), o plenário da Câmara dos Deputados decidiu adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma política que institui o chamado "distritão" e cria o fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiamento das campanhas.

Na tarde de ontem, as mudanças constitucionais no sistema eleitoral foram aprovadas pela comissão especial que analisava o assunto.

No modelo vigente, os parlamentares são eleitos por um sistema proporcional, no qual são considerados primeiro os votos em cada partido, e depois os candidatos mais votados dentro das siglas. Com a mudança, seriam eleitos os nomes mais votados, como acontece na eleição presidencial. Veja aqui as vantagens e desvantagens do distritão

Por se tratar de uma PEC, o texto deve ser votado em dois turnos tanto na Câmara quanto do Senado. Em cada votação, é necessário o apoio de 308 dos 513 deputados federais e 49 dos 81 senadores. 

Para que as novas regras entrem em vigor já em 2018, os parlamentares têm até o dia 7 de outubro para aprovar as mudanças.

Veja como foi a sessão:

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