Brasil

Calheiros diz que não aceitará controle prévio pelo STF

O presidente do Senado se encontrou novamente com o ministro Gilmar Mendes para reiterar o pedido de celeridade para o julgamento sobre o projeto que inibe a criação de partidos


	Renan Calheiros, presidente do Senado: "O importante é o principio, não o fim, definitivamente o Senado quer demonstrar que está contra o controle preventivo da constitucionalidade", disse
 (Antonio Cruz/ABr)

Renan Calheiros, presidente do Senado: "O importante é o principio, não o fim, definitivamente o Senado quer demonstrar que está contra o controle preventivo da constitucionalidade", disse (Antonio Cruz/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 7 de maio de 2013 às 13h42.

Brasília - Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), visitaram novamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para reiterar o pedido de celeridade para o julgamento em plenário sobre o projeto que inibe a criação de novos partidos, que teve a tramitação suspensa por uma liminar.

Na saída, Calheiros afirmou que não será aceito um controle prévio do Legislativo pelo STF.

"O importante é o principio, não o fim, definitivamente o Senado quer demonstrar que está contra o controle preventivo da constitucionalidade, você ter a interrupção do processo legislativo é algo com o que nós não podemos concordar jamais", disse Calheiros.

O processo foi encaminhado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para a emissão de parecer. Alves afirmou que vai atrás de Gurgel para falar sobre o tema.

"Vou tomar a iniciativa pessoal de ter um contato respeitoso com o procurador para que possa nos dar uma ideia de quando faria sua manifestação", disse o presidente da Câmara.

O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, afirmou que os encontros não tem poder para mudar o posicionamento que virá a ser adotado pela Corte. "Tudo que tem de trazer sensibilidade é para os autos, eu já tinha garantido que julgaria com celeridade", disse. Ele reiterou que já prepara o seu voto e que pedirá a inclusão na pauta assim que for recebida a manifestação da PGR.

Na saída do encontro, Alves aproveitou para reiterar que não terá prioridade na tramitação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite ao Congresso alterar decisões do STF.

Ele destacou que existem 108 PECs aprovadas antes que esta e que ainda aguardam a criação de comissão especial para sua análise. "Não vou dar a ela uma prioridade por razões óbvias que vocês conhecem. Criou um certo ruído, um certo mal estar e não é isso que queremos e nem podemos nesse caminho direcionar, temos consciência da importância do Judiciário, do Legislativo e cada um exercendo seu papel".

Acompanhe tudo sobre:PolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilRenan CalheirosSenadoSupremo Tribunal Federal (STF)

Mais de Brasil

Defesa Civil de SP instala gabinete de crise após chuvas de perigo extremo

Eleição para governo de Minas tem indefinição de nomes e pressão de Lula

Metade dos brasileiros acha 'boa ideia' ter filhos no Brasil, diz estudo

Inmet emite alerta vermelho para chuvas em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo