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Brasil enviará equipamentos de diálise à Venezuela após ataque dos EUA a centro médico

O monitoramento da situação continua, com atenção especial à possibilidade de alterações no fluxo migratório

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 21h18.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira, 5, que o Brasil vai enviar equipamentos de diálise e medicamentos à Venezuela após a destruição de um centro de distribuição no país vizinho durante a ofensiva militar dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. A declaração foi feita em Brasília, no contexto do acompanhamento dos desdobramentos da operação estrangeira que atingiu instalações sanitárias venezuelanas e gerou preocupação regional.

Segundo Padilha, o centro destruído era responsável por insumos essenciais para hemodiálise. O governo brasileiro já mobiliza recursos e apoio técnico para reduzir os impactos no sistema de saúde venezuelano, que atende milhares de pacientes em tratamento contínuo. O ministro não detalhou quantidades nem o cronograma de envio.

Padilha afirmou ainda que o governo monitora diariamente a situação na fronteira com a Venezuela. Equipes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e de outras unidades acompanham o cenário. Até o momento, não houve aumento significativo no fluxo migratório, mas o Brasil se prepara para uma possível intensificação. Em Roraima, equipes de saúde e da Operação Acolhida poderão ser reforçadas para reduzir impactos no Sistema Único de Saúde (SUS).

O ministro destacou que crises sanitárias regionais afetam diretamente países fronteiriços e que a cooperação entre Brasil e Venezuela é fundamental para evitar a propagação de problemas de saúde. A prioridade, segundo ele, é proteger a população brasileira e colaborar com países vizinhos diante de necessidades humanitárias.

A tensão na fronteira ocorre após a operação norte-americana que capturou Maduro sob acusação de narcotráfico e outras infrações federais. O monitoramento segue com atenção especial à possibilidade de mudanças no fluxo migratório e à ampliação da resposta do SUS caso seja necessário reforço no atendimento em áreas de fronteira.

Trump descarta eleições na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 5 de janeiro, que os Estados Unidos “não estão em guerra com a Venezuela”. A fala do republicano foi feita em entrevista à emissora norte-americana NBC News, em meio à intervenção militar americana no país sul-americano.

Ele ressaltou na entrevista que o objetivo da operação na Venezuela é neutralizar redes criminosas e reiterou a acusação de que outros países estariam enviando criminosos e dependentes químicos para o território norte-americano.

Em relação à possibilidade de uma transição política, o presidente descartou a realização de eleições na Venezuela nos próximos 30 dias.  Segundo o presidente norte-americano, o país “precisará ser consertado” antes que um processo eleitoral possa ocorrer. Ele afirmou que, diante das atuais condições, não é possível organizar um pleito viável no país.

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