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Tiros são ouvidos nas imediações do palácio da Presidência da Venezuela

Segundo agências internacionais, testemunhas relatam ter ouvido inúmeros motociclistas e fontes próximas ao governo venezuelano alegam que a situação está sob controle

Luciano Pádua
Luciano Pádua

Editor de Macroeconomia

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 22h04.

Última atualização em 5 de janeiro de 2026 às 22h20.

Tiros foram escutados nas imediações do Palácio de Miraflores, sede do Executivo da Venezuela, nesta segunda-feira, 5. A informação é de agências internacionais.

Nas redes sociais, diversos vídeos registram disparos de armas. De acordo com a agência EFE, testemunhas afirmaram ser possível escutar as rajadas, além de muitos motociclistas.

Já a agência AFP informa que, apesar dos disparos, a situação estaria sob controle, segundo testemunhas e uma fonte próxima ao governo ouvida pela AFP.

Ainda segundo uma fonte da AFP, drones não identificados sobrevoaram o palácio, no centro de Caracas, e ouviram-se tiros de resposta das forças de segurança após as 20h locais (21h em Brasília).

A situação, de maneira geral, ainda é incerta. Não sabe o que motivou os tiros nem os relatos. Autoridades venezuelanas não haviam se pronunciado oficialmente até o fechamento desta reportagem.

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Nova presidente

O incidente ocorre horas depois de a chavista Delcy Rodríguez ter assumido como presidente interina do país.

Rodríguez, empossada por seu irmão, o presidente da Assembleia Nacional, o chavista Jorge Rodríguez, abriu nesta segunda-feira um novo capítulo político para o chavismo em seus quase 26 anos de história.

A funcionária se tornou, por ordem do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), a primeira mulher na história da Venezuela a liderar o Executivo.

Rodríguez afirmou, durante a cerimônia de posse, que nestas “horas terríveis de ameaças contra a estabilidade” não descansará “nem um minuto para garantir a paz”.

No último sábado, 3, o presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas e em três estados vizinhos.

Ambos compareceram a um tribunal federal de Nova York hoje e se declararam inocentes de todas as acusações do governo dos Estados Unidos.

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