Brasil

Bolsonaro volta a dizer que vacina contra covid-19 não será obrigatória

Presidente também defendeu que uma vacina estrangeira deve primeiro ser aplicada em massa no seu País de origem para depois ser oferecida a demais nações

 (Adriano Machado/Reuters)

(Adriano Machado/Reuters)

FS

Fabiane Stefano

Publicado em 19 de outubro de 2020 às 11h29.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer nesta segunda-feira, 19, que uma possível vacina contra a covid-19 não será obrigatória. O chefe do Executivo citou que o próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a imunização não será compulsória, apesar de ser oferecida gratuitamente pelo governo.

"A lei é bem clara e quem define isso é o Ministério da Saúde. O meu ministro da Saúde já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final", disse o mandatário a apoiadores nesta manhã na saída do Palácio da Alvorada.

Na última sexta-feira, 16, Bolsonaro já havia sinalizado que o governo não iria obrigar a população a se vacinar. A declaração via redes sociais ocorreu no mesmo dia em que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que a imunização seria obrigatória no Estado. "Outra coisa, tem um governador que está se intitulando o médico do Brasil dizendo que ela (vacina) será obrigatória, e não será", destacou o presidente nesta segunda, sem citar Doria diretamente.

"Da nossa parte, quando estiver em condições, depois de aprovada pelo Ministério da Saúde, com comprovação científica e validada pela Anvisa, aí ofereceremos ao Brasil de forma gratuita. Mas repito, não será obrigatória", acrescentou. O chefe do Executivo opinou ainda que uma vacina estrangeira deve primeiro ser aplicada em massa no seu País de origem para depois ser oferecida a demais nações.

Acompanhe tudo sobre:VacinasJair BolsonaroJoão Doria JúniorCoronavírus

Mais de Brasil

STF diz que Pará não perderá área para Mato Grosso após audiência em Brasília

STJ suspende julgamento sobre efeitos financeiros de benefícios do INSS

'Pauta-Bomba': Comissão do Senado aprova aumento do piso salarial para médicos e dentistas

Governo avalia envio de alertas para celulares roubados, diz Lula