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Bolsonaro diz que vai fiscalizar prova do Enem antes de aplicação

Bolsonaro tratou transgêneros de "aquelas pessoas" e disse que essa é uma questão "menor" para o País

Enem: Mais de 5,5 milhões de estudantes farão provas de linguagem, ciências humanas e redação (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Enem: Mais de 5,5 milhões de estudantes farão provas de linguagem, ciências humanas e redação (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 10 de novembro de 2018 às 09h15.

O governo federal vai querer conhecer previamente as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir do ano que vem para evitar temas polêmicos, principalmente a disseminação da "ideologia de gênero", disse o presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), durante a transmissão de cerca de 40 minutos feita nas redes sociais.

"No Enem do ano que vem, pode ter certeza, fique tranquilo, não vai ter pressão dessa forma no ano que vem. Nós vamos tomar conhecimento da prova antes. Vão ter perguntas sobre Geografia, dissertação sobre História, questões voltadas ao que interessa ao futuro da nossa geração, do nosso Brasil", disse Bolsonaro, ao comentar uma das questões que tratou do pajubá, dialeto secreto de LGBTs.

Hoje, nem o presidente da República nem o ministro da Educação têm acesso à prova previamente. O material só é acessado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação do exame.

Durante a transmissão, Bolsonaro tratou transgêneros de "aquelas pessoas" e disse que essa é uma questão "menor" para o País. Segundo o presidente eleito, "quem ensina sexo (para as crianças e adolescentes) é papai ou mamãe". Para demonstrar que o Brasil é conservador, disse que escolherá para o ministério da Educação alguém "com autoridade".

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