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Armênio Guedes, ex-dirigente do PCB, morre aos 96 anos

Um dos últimos líderes comunistas brasileiros da época de Luís Carlos Prestes, Armênio Guedes morreu hoje aos 96 anos

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 12 de março de 2015 às 16h14.

Última atualização em 7 de fevereiro de 2018 às 18h36.

São Paulo - Morreu na madrugada desta quinta-feira, 12, o político Armênio Guedes, um dos últimos líderes comunistas brasileiros da época de Luís Carlos Prestes.

Aos 96 anos, Guedes foi vítima de uma parada cardíaca decorrente de uma infecção pulmonar. Ele morreu no hospital Samaritano, no bairro do Higienópolis, onde estava internado havia duas semanas.

Nascido em Mucugê, na Bahia, em 1918, Guedes filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1935, onde trilhou a maior parte de sua história política. Foi exilado durante a ditadura militar, quando ainda era ligado ao PCB. Guedes deixou o partido apenas na década de 80.

O então número 2 do PCB, logo abaixo de Prestes, José Salles lamentou a morte do que foi seu adversário político. Para Salles, a política perdeu um "patrimônio" e afirmou que Guedes serviu de inspiração para si próprio.

"Guedes é um patrimônio de todos os políticos. É um homem que honra a democracia e que abriu caminhos aos políticos brasileiros", afirmou o ex-dirigente comunista.

"Teve uma vida invejável pela genialidade. Foi uma perda para a política brasileira, não só para os socialistas", complementou.

Guedes deixa apenas a mulher, Maria Cecília Comênego, 26 anos mais nova que o marido, com quem não teve filhos. Ele foi velado no cemitério do Araçá, no centro de São Paulo, e será cremado nesta tarde no crematório da Vila Alpina, na zona leste da capital paulista.

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