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Após denúncias de abusos, Paes avalia tabelar preços nas praias do Rio

Estudo será conduzido pelas secretarias de Ordem Pública e Defesa do Consumidor

Prefeitura analisa possibilidade de regulação do comércio na orla durante o verão. (Getty Images/Getty Images)

Prefeitura analisa possibilidade de regulação do comércio na orla durante o verão. (Getty Images/Getty Images)

Ana Dayse
Ana Dayse

Colaboradora

Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 16h12.

Última atualização em 10 de janeiro de 2026 às 16h29.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou neste sábado, 10, que determinou a realização de um estudo para avaliar o tabelamento de preços de produtos vendidos nas praias da cidade.

A medida, segundo o prefeito, busca restringir abusos econômicos e evitar uma escalada de valores cobrados por comerciantes na orla durante o verão.

A declaração foi feita no X, após a repercussão nas redes sociais dos preços considerados excessivos em praias como Ipanema e Arpoador, um dos principais cartões-postais da capital fluminense.

O tema ganhou repercussão nos últimos dias em meio ao aumento do fluxo de turistas e cariocas nas áreas de lazer.

“Diante do que tem acontecido, estou determinando que as secretarias de Ordem Pública e Defesa do Consumidor iniciem estudos para avaliarmos a viabilidade de implementação desse tabelamento em nossas praias”, escreveu Paes.

Ao justificar a proposta, o prefeito citou como referência as praias de Tel Aviv, em Israel, onde existe tabelamento de preços estabelecido pelo poder público municipal.

Para Paes, o modelo pode servir como base para discutir alternativas no Rio, com respeito à legislação brasileira.

O prefeito também destacou que todo comércio na orla depende de autorização da prefeitura, o que, segundo ele, abre espaço para maior regulação. Como comparação, Paes mencionou o serviço de táxi, cujas tarifas são definidas pelo poder concedente.

“Assim como acontece com os táxis, que operam com valores regulados, o comércio nas praias também funciona mediante permissão do município”, afirmou.

Apesar do anúncio, não há prazo definido para a conclusão do estudo nem detalhes sobre quais produtos poderiam ser incluídos em um eventual tabelamento, como bebidas, alimentos ou aluguel de cadeiras e guarda-sóis.

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