Apagão no Amapá: prazo judicial acaba, e energia não volta

Decisão judicial determinava a "completa solução" do problema até essa quinta-feira. Macapá tem nova noite de protestos por falta de energia

O prazo dado pela Justiça Federal determinando a "completa solução" ao apagão que o Amapá enfrenta terminou às 23h59 de quinta-feira, mas a energia não foi restabelecida em todo o estado.

O descumprimento da decisão judicial prevê multa de R$ 15 milhões. A distribuidora responsável pelo fornecimento de energia restabeleceu mais de 80% da capacidade energética do estado e, desde o último sábado, dia 7, religa a luz aos moradores em sistema de rodízio. A promessa do governo é que o restabelecimento ocorra até a próxima segunda-feira.

O prazo foi estabelecido na decisão do juiz João Bosco Soares. A ação cita a multinacional espanhola Isolux, que, segundo o G1, desde o fim de 2019 não atua mais na operação da Concessionária Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), responsável pela subestação incendiada e onde se encontram os transformadores responsáveis pela eletricidade de 13 das 16 cidades do Amapá.

Na quinta-feira, a Polícia Civil do Amapá descartou, em laudo preliminar, que o incêndio na subestação da Isolux tenha sido causado por um raio. O fogo atingiu transformadores da única subestação do estado, em Macapá, e provocou um apagão que já dura 11 dias.

Atualmente, a LTME é operada pelo grupo Gemini Energy. Em nota, a concessionária diz que não comenta processo judicial, mas que desde o apagão, na noite de 3 de novembro, tem atuado na retomada total da energia no estado.

"Imediatamente após a ocorrência, a LMTE formou um grupo de trabalho com governo e órgãos competentes e, apesar da complexidade do equipamento que foi afetado, conseguiu restabelecer o transporte de energia para a distribuidora no último sábado, quando o atendimento chegou a 60% da carga total. Estamos próximos de 90%. Os trabalhos nos planos de contingência seguem ininterruptamente em curso para que prontamente seja restabelecida 100% da carga de forma plena e segura o quanto antes" , diz a nota.

O apagão atingiu quase 90% da população do estado, que sofreu com problemas no fornecimento de água e nas telecomunicações, além de filas nos postos de combustíveis e prejuízos ao comércio.

Desde sexta-feira da semana passada, dia 6, a Polícia Militar (PM) contabilizou cerca de 80 atos em todo o estado, principalmente na capital e Santana. Os manifestantes exigem reparação de prejuízos, o restabelecimento total da eletricidade e apontando falhas no sistema de rodízio.

Na noite de quinta-feira, moradores de vários bairros da capital do estado, Macapá, foram às ruas para protestar pelo retorno integral do serviço e criticando a falta de cumprimento dos horários do rodízio, que estabelece o fornecimento de energia em períodos alternados de três e quatro horas. Alguns atos se concentraram na Zona Norte, com queima de pneus, madeira e interrupção de vias.

Um dos atos registrados nesta noite foi na BR-210, em frente aos bairros Boné Azul e Açaí. Sob chuva e no escuro, a única iluminação do local era dos carros que passavam pelo trecho.

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