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Antaq quer terminais de passageiros em todos os portos da Copa 2014

Dos oito principais portos de cidades-sede, apenas dois - Santos e Rio de Janeiro - têm instalações específicas para passageiros

Ao todo, agência vai investir 740 milhões de reais  nos portos até 2013 (.)

Ao todo, agência vai investir 740 milhões de reais nos portos até 2013 (.)

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Eduardo Tavares

25 de agosto de 2010, 18h28

São Paulo - Das 12 cidades-sede do Mundial de Futebol de 2014, oito têm importantes portos. Entretanto, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquáticos (Antaq), apenas dois deles - o de Santos, em São Paulo, e o do Rio de Janeiro - têm terminais de passageiros. Para suprir esta necessidade e implantar estas estruturas nos demais portos, a agência pretende investir 740 milhões de reais até 2013.

Durante evento em São Paulo sobre infraestrutura para a Copa do Mundo, o diretor da Antaq, Thiago Pereira Lima, explicou que os portos de Manaus, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos receberão investimentos federais. Já em Porto Alegre, o governo estadual será responsável pelas obras.

"Na maioria dos portos os passageiros convivem com o embarque e desembarque de cargas. Houve até casos de acidentes. Queremos mudar isto, porque a falta de estrutura desestimula o turismo", afirmou Lima. Além da criação de terminais exclusivos para passageiros, outra diretriz vai nortear as intenções da Antaq: aumentar a oferta de hotéis flutuantes.

Atualmente, o porto de São Paulo tem capacidade para abrigar navios de cruzeiro que oferecem um total de 18 mil leitos. No Rio de Janeiro, esta quantidade chega a 21 mil. "Até a Copa queremos dobrar esta oferta de quartos em navios. É uma alternativa de baixo custo para aumentar a capacidade de hospedagem das cidades-sede", disse o diretor da Antaq.

Além destas medidas, a agência pretende ainda estimular a iniciativa privada a explorar os espaços concedidos nos terminais portuários, sobretudo para a construção dos terminais de passageiros.