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"Alpiste" era código de Temer para propina de Cunha, diz delator

O delator afirma que, na conversa com Temer, Joesley avisou que estava "acabando o alpiste" e o presidente teria dito que é "muito importante" manter

Cunha: "O código era 'tá dando alpiste pros passarinhos? Passarinhos estão tranquilos na gaiola?'" (Adriano Machado/Reuters)

Cunha: "O código era 'tá dando alpiste pros passarinhos? Passarinhos estão tranquilos na gaiola?'" (Adriano Machado/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 19 de maio de 2017 às 22h12.

Última atualização em 20 de maio de 2017 às 10h49.

O diretor da J&F Ricardo Saud disse em delação premiada que o código para falar sobre propina ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador Lúcio Funaro era falar em "dar alpiste para passarinhos".

"O dinheiro do Eduardo Cunha tinha terminado e o Michel Temer sempre pedia para manter eles lá. O código era 'tá dando alpiste pros passarinhos? Passarinhos estão tranquilos na gaiola?' Tal. Começou com Geddel. Quando Geddel foi abatido no meio do caminho, o Joesley foi conversar com Michel Temer", diz o delator.

O delator afirma que, na conversa com Temer, Joesley avisou que estava "acabando o alpiste" e o presidente teria dito que é "muito importante" manter.

Lúcio Funaro é apontado pelos investigadores como um operador próximo a Eduardo Cunha.

Após a resposta do presidente, segundo o delator, Joesley Batista orientou o diretor da empresa a "continuar pagando mais uma ou duas aí pro Lúcio, até nós definirmos da onde vai vir esse dinheiro agora pra pagar".

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