Brasil

Alcolumbre adia sessão conjunta do Congresso que apreciaria vetos de Lula

Sessão estava marcada para esta quinta-feira, 9, mas foi novamente cancelada por falta de consenso

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) (Carlos Moura/Agência Senado/Divulgação)

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) (Carlos Moura/Agência Senado/Divulgação)

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 8 de julho de 2026 às 17h46.

Última atualização em 8 de julho de 2026 às 17h52.

Priorizar nos meus resultados Google

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) anunciou nesta quarta-feira, 8, que decidiu cancelar a sessão conjunta do Congresso Nacional marcada para esta quinta, 9, para apreciar vetos presidenciais. O adiamento ocorre a pedido da liderança do governo e ocorre por não haver consenso, entre líderes do Senado e da Câmara, sobre os itens a serem incluídos na pauta.

Esta é a segunda vez que a sessão é adiada. A primeira foi no dia 18 de junho. Atualmente, há ao menos 98 vetos presidenciais, entre parciais e totais, em tramitação no Congresso.

Entre os dispositivos mais relevantes vetados estão dispositivos da Lei Antifacção, da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, além da regulamentação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da norma que disciplina os descontos associativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

"Lideranças da Câmara, diferentemente das do Senado, não conseguiram compatibilizar as orientações, inclusive partidárias, (sobre o que deve entrar na pauta)", afirmou Alcolumbre em discurso na abertura da sessão desta quarta-feira.

A decisão do presidente do Senado é vista por seus aliados como um aceno de boa vontade à nova líder do governo na Casa, senadora Teresa Leitão (PT-PE), em meio a uma crise na relação entre Alcolumbre e Lula.

O adiamento ocorre um dia após Alcolumbre divulgar uma nota em que critica o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC) após o deputado ter dito que, se o presidente do Senado não liberar a tramitação da pauta do fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima semana, será eleito "inimigo dos trabalhadores".

Governo pediu adiamento

O líder do governo no Congresso, senador Ranfolfe Rodrigues (PT-AP), pediu um novo adiamento e busca retirar da pauta a apreciação de vetos que, se fossem apreciados e derrubados, acarretariam impacto fiscal, seja pela perda de arrecadação, seja pelo aumento das despesas da União. Há, no governo, preocupação com as chamadas pautas-bomba, projetos de lei que tenham impacto fiscal elevado.

Ainda não há nova data para a realização da sessão conjunta do Congresso, mas a oposição pressiona para que a votação ocorra antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho.

Acompanhe tudo sobre:SenadoDavi Alcolumbre

Mais de Brasil

TSE determina que votos destinados para Anthony Garotinho não sejam contados

Senado começa a discutir PEC contra escala 6x1 na próxima semana, após 1º turno das eleições

A dois dias do 1º turno, Lula tem 39,93% e Flávio Bolsonaro, 36,33%, diz agregador Inteligov/EXAME

PF realiza busca e apreensão em SP e DF contra suspeitos de ameaçar Embaixada e consulados dos EUA