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Alckmin é alvo de protesto contra internação compulsória

Alckmin afirmou que, na capital paulista, não houve nenhuma internação compulsória de usuários nos 70 dias da introdução de operações de acompanhamento


	Durante o discurso, os manifestantes vaiaram Alckmin, chamaram-no de "fascista" e pediram o fim da internação compulsória de usuários de crack
 (José Luis da Conceição/Governo de SP)

Durante o discurso, os manifestantes vaiaram Alckmin, chamaram-no de "fascista" e pediram o fim da internação compulsória de usuários de crack (José Luis da Conceição/Governo de SP)

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Da Redação

Publicado em 9 de abril de 2013 às 17h35.

Campinas - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi recebido nesta terça-feira com protesto de militantes de movimentos sociais e de trabalhadores da área de saúde em cerimônia em Campinas (SP) na qual anunciou várias obras na cidade, entre elas, um Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod).

Durante o discurso, os manifestantes vaiaram Alckmin, chamaram-no de "fascista" e pediram o fim da internação compulsória de usuários de crack, que também devem ser feitas na futura unidade do Cratod.

Ele afirmou aos manifestantes que, na capital paulista, não houve nenhuma internação compulsória de usuários de drogas nos 70 dias em que as operações de acompanhamento aos dependentes foram introduzidas.

De acordo com Alckmin, foram 519 internações voluntárias ou involuntárias (onde os dependentes são encaminhados por um parente) e ainda 3 mil abrigamentos em unidades de apoio do governo. "Não nos omitiremos porque foi pela omissão que o Brasil se tornou o maior consumidor de crack do mundo. Em São Paulo, não se faz internação compulsória", disse.

Já o advogado Paulo Mariante, diretor do Conselho Municipal de Saúde de Campinas, defendeu a adoção na cidade e no Estado do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, os chamados Caps-AD, os quais trabalham no atendimento e no acolhimento de usuários de drogas. "Já o Cratod abre a possibilidade do recolhimento compulsório", disse.

Ainda conforme Mariante, os números apresentado pelo governador de São Paulo eram desconhecidos dos conselheiros de saúde. Também vaiado, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), defendeu a posição de Alckmin e dispôs-se a receber uma comissão de manifestantes na prefeitura, mas destacou o caráter político do protesto. "Há várias correntes partidárias nesta manifestação", concluiu.

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