Pernambuco: Distância entre Lyra e Campos se alarga (Esfera Brasil/Prefeitura de Recife/montagem Exame/Divulgação)
Colaboradora
Publicado em 4 de setembro de 2026 às 10h13.
A governadora Raquel Lyra (PSD) lidera a corrida pela reeleição em Pernambuco com 44,4% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a última rodada do Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas eleitorais da Inteligov, divulgado em parceria com a EXAME na última quarta-feira, 2.
Após meses de empate com o principal adversário, o ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), Lyra volta a alargar sua vantagem. Com 40,77%, Campos aparece 3,63 pontos percentuais abaixo da mandatária.
Os demais nomes registrados na disputa aparecem muito abaixo. Ivan Moraes (PSOL) registra 1,53%. Renan Hallais (Missão) tem 0,84% e Camila Falcão (UP), 0,36%. Guilherme Fonseca (PSTU), Professor Jeremias do Banco (Democrata) e Victor Assis (PCO) têm 0%.
Desde o último resultado, divulgado em 19 de agosto, Lyra oscilou positivamente 0,37 ponto. Por outro lado, Campos caiu 1,09 ponto.
De acordo com o medidor de tendência do agregador, a governadora está em alta de 0,76 pp. Na mesma medida, o ex-prefeito apresenta uma queda de 0,60 pp.
Veja os detalhes do Agregador aqui.
O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
Na consolidação realizada até as 12h de 31 de agosto, por exemplo, a base recebeu 39 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 431 levantamentos considerados na iteração anterior.