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Big techs devem apresentar plano ao TSE contra fake news nas eleições

Plataformas com mais de 5 milhões de usuários terão de informar como vão combater fake news, uso de IA e robôs nas eleições de 2026

Publicado em 3 de agosto de 2026 às 10h27.

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As principais plataformas digitais que operam no Brasil terão de apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até 16 de agosto, os chamados planos de conformidade para as eleições de 2026.

A medida exige que empresas como Meta, Google, X, TikTok e Telegram detalhem as ações que pretendem adotar para combater desinformação, uso indevido de inteligência artificial e outras ameaças ao processo eleitoral.

A exigência faz parte de uma resolução aprovada pelo TSE em março e ocorre em meio à pressão para que as big techs assumam um papel mais ativo no combate a conteúdos que possam comprometer a integridade das eleições.

Os planos deverão ser apresentados por plataformas com mais de 5 milhões de usuários ativos mensais no Brasil e servirão como base para o acompanhamento das medidas adotadas durante o período eleitoral.

O que as plataformas terão de informar

Segundo as regras do TSE, as empresas precisarão explicar como pretendem:

  • cumprir decisões da Justiça Eleitoral;
  • identificar e remover conteúdos com informações falsas ou gravemente descontextualizadas sobre o processo eleitoral;
  • coibir o uso de robôs para disseminação de desinformação;
  • garantir transparência na publicidade político-eleitoral;
  • implementar mecanismos de governança para sistemas de inteligência artificial.

As plataformas também deverão apresentar salvaguardas para impedir que ferramentas de IA e chatbots produzam conteúdos que favoreçam candidatos, orientem votos ou gerem material de natureza sexual envolvendo candidatas.

Os planos de conformidade complementam os memorandos de cooperação assinados recentemente entre o TSE e empresas como Meta, Google, X, Telegram, TikTok, Kwai e LinkedIn, no âmbito do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação.

Entre as iniciativas está o acesso das plataformas ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), que permite o envio de notificações sobre conteúdos potencialmente capazes de comprometer a integridade das eleições.

*Com O Globo

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