Lula: presidente classificou o escândalo do Master como "o maior roubo da história do Brasil" (Ricardo Stuckert / PR/Flickr)
Editor de Macroeconomia
Publicado em 3 de setembro de 2026 às 20h49.
Última atualização em 4 de setembro de 2026 às 06h53.
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que todos os envolvidos no caso Master precisam ser investigados, "sem blindagem a ninguém, doa a quem doer".
"Nossa democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que nosso sistema político e judiciário precisam de reformas profundas", disse o presidente em pronunciamento na noite desta quinta-feira, 3.
"É fundamental que se investigue todo mundo sem blindagem a ninguém, doa a quem doer."
No vídeo de pouco mais de um minuto, Lula classificou o escândalo do Banco Master como "o maior roubo da história do Brasil".
"Roubaram milhões de pessoas de estados e municípios. O banqueiro líder do esquema tem relações com muita gente poderosa e foi no meu governo que ele foi preso e seu banco, fechado", afirmou o petista.
"Há suspeitas de políticos e agentes públicos envolvidos. Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos."
O presidente e candidato afirmou que o povo brasileiro "espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta integridade e a confiança nas investigações".
"Como presidente da República, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira", afirmou.
Segundo ele, é chegada a hora de as pessoas que atuam na vida pública "honrem seu dever de ofício e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual".
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, solicitou informações aos ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça; ao procurador-geral da República, Paulo Gonet; e ao delegado-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues; sobre as informações que constam em um relatório da PF divulgado por Mendonça nesta terça-feira, 1, que descortina a relação próxima entre Moraes e Daniel Vorcaro.
Fachin abriu um procedimento para esclarecer pontos de uma manifestação de Gonet que pede a nulidade do relatório da Polícia Federal.
O documento da PF mostra mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e Moraes, além de supostos pagamentos e favores do banqueiro ao ministro do STF.
Nas mensagens, anteriores à primeira prisão de Vorcaro, o banqueiro pede que Moraes intervenha junto a Gonet e Andrei Rodrigues para "segurar" investigações.
Fachin deu prazo de cinco dias úteis a todos os quatro envolvidos.
O despacho questiona, entre outros pontos, o cumprimento da Lei Orgânica da Magistratura pela PF, além de um eventual acesso a documento particular e informações sob sigilo e as circunstâncias de uma diligência.